quinta-feira, 18 de abril de 2013

Beato Tiago de Oldo, confessor



          Tiago, natural de Lódi, Itália, entregou-se, depois da morte do pai, a toda a espécie de prazeres, em combinação com  a mulher, tão frívola como ele. Uma peste, que atacou a sua cidade, obrigou-o a refugiar.-se momentaneamente em casa do sogro. Entrou numa igreja dedicada a S. Marcos e viu-se repentinamente mudado. Com grande pasmo do sogro, Tiago entregou-se desse esse momento a práticas de devoção.
         Manifestou o projeto de deixar a esposa para entrar na ordem terceira de S. Francisco, mas opôs-se a mãe dele. Passado todavia algum tempo, ela consentiu, e mais: fez-se também ela terceira com a sua piora. Tiago transformou então a casa num oratório que dedicou a S. Julião, vendeu todos os seus outros bens,  distribuiu o preço pelos pobres e juntou a si vários companheiros. as obras que realizou excitaram a inveja dos franciscanos: estes obrigaram-no a afastar-se deles. 
             Retirou-se para um arrabalde de Lódi, onde se encontrava numa igreja dedicada a S. Bassiano. passou lá uma vida muito austera, mas foi obrigado a aceitar algumas mitigações. No meio das discórdias que agitavam Lódi, anunciou ele que a cidade seria devastada; deu exemplo de fuga, mas voltou para socorrer os prisioneiros, em cuja salvação se interessa. 
            Contraiu uma doença, negou-se a recorrer a certos feitiços para recuperar a saúde e teve uma santa morte em 1404. 
          O corpo foi sepultado no oratório de S. Julião. Sete anos depois, foi encontrado sem nenhuma corrupção. Devem-se numerosos milagres à intercessão deste Beato. 

Santo Apolônio de Roma, mártir


         Santo Apolônio, o Apologista ou Santo Apolônio de Roma foi um mártir crisão e um apologista (não deve ser confundido Apolinário Cláudio, que foi um apologista contemporâneo), que foi martirizado em 185 d.C sob o imperador romano Cômodo (161-192 d.C).
            Quatro diferentes fontes falam sobre Santo Apolônio de Roma:
  • Um relato de um julgamento incorporado na História Eclesiástica de Eusébio de Cesaréia;
  • No capítulo 40 de De Viris Illustribus, de São Jerônimo;
  • Duas versões de Passsio, de Apolônio, uma grega e outra armênia, que foram descobertas no final do século XIX.
         Estas fontes apresentam Apolônio como um romano ilustre e até mesmo um senador, e um homem excepcionalmente talentoso, versado em filosofia. Ele foi denunciado como cristão ao prefeito pretoriano Perennius. Convocado a se defender, ele leu ao Senado - segundo São Jerônimo - "um admirável volume" em que, ao invés de negar, ele defendeu sua fé cristã. Como resultado, ele foi condenado à morte com base na lei outorgada pelo imperador Trajano. 
        As fontes dizem que ele foi submetido à duas investigações, a primeira pelo prefeito Perennius, a segunda, três dias depois, por um grupo de senadores e juristas. As audições foram conduzidas com calma e de maneira cortês. Foi permitido que Apolônio falasse, com raras interrupções cujo objetivo era fazer com que ele diminuísse o tom de suas afirmações e que o faziam parecer cada vez mais passível de punição.
       Apolônio não estava com medo de morrer, pois, disse ele: "Há algo melhor esperando por mim: vida eterna, dada à quem viveu bem na terra". E ele argumentava em favor da superioridade dos conceitos de vida e morte do Cristianismo.
       As fontes discordam sobre como ele morreu. Passio afirma que ele morreu após ter suas pernas esmagadas, uma punição também infligida sobre o escravo que denunciou. Na versão armênia, ele foi decapitado.
    Apolônio não foi mencionado nos primeiros martirológios cristãos, não sendo inicialmente objeto de veneração. Na idade Média, ele foi confundido com dois outros santos, Apolo de Alexandria e um Apolônio que foi martirizado juntamente com São Valentim e cuja festa é no dia 18 de abril. Como resultado, esta data acabou atribuída também a Santo Apolônio de Roma, mesmo em edições do Martirológio Romano, em cuja última edição, porém, a data já havia sido corrigida para 21 de abril.
       As primeiras edições do Martirológio Romano (21 de abril) relatam o seguinte:

"Em Roma, comemoração de Santo Apolônio, filósofo e mártir. Sob o emperador Cômodo, ele defendeu perante o prefeito Perennius e o Senado a causa da fé cristã em um discurso muito fino e, então, após ter sido condenado à morte, confirmou-o pelo seu testemunho de sangue."
       Versões anteriores da obra tinham, no verbete de 18 de abril, o seguinte texto:

"Em Roma, o abençoado Apolônio, um senador sob o imperador Cômodo e o prefeito Perennius. Ele foi denunciado como cristão por um de seus escravos e, tendo sido comandado a dar um relato de sua fé, ele compôs uma hábil composição que ele leu perante o Senado. Ele foi mesmo assim condenado a ser decapitado por Cristo por sua sentença".

São Galdino de Milão, bispo


           Foi arcebispo de Milão numa época muito delicada para a Igreja e para a história da Lombardia. Homem de grandes virtudes e de empenho religioso, social e político. Nasceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII. Abraçou a carreira eclesiástica tornando-se chanceler e arcediago da diocese de Milão. Precisamente como arcediago esteve ao lado do arcebispo Oberto de Pirovano em sua oposição decisiva ao antipapa Vítor IV e ao imperador Frederico Barba-Roxa que o defendia.
            Como também o município de Milão ousasse opor-se ao poder imperial, em 1162 a cidade foi arrasada. No entanto Oberto tinha-se refugiado ao lado do papa legítimo, Alexandre III, Orlando Bandinelli. Quando o arcebispo Oberto morreu em Benevento, o papa nomeou logo seu sucessor, Galdino, que ele mesmo sagrou bispo a 18 de abril de 1166 e que o elevou à púrpura cardinalícia. Tornou-se o primeiro cardeal da Igreja milanesa. Ele apoiou os empreendimentos da liga lombarda dos municípios (a Liga de Pontida) e se preocupou com a vida religiosa da diocese.

         Testemunhou concretamente a caridade de Cristo, interessando-se pelos pobres, particularmente pelos que se envergonhavam de estender as mãos para pedir esmola, e pelos que tinham sido encarcerados como devedores e que não podiam pagar: para estes instituiu aquilo que mais tarde foi chamado de “pão de são Galdino”. Outra grande preocupação dele era a ortodoxia dos cristãos confiados às suas solicitudes pastorais. Morreu quando pregava no púlpito.
           
           Conta de fato o seu primeiro biógrafo, o monge Hilarião: “Ardendo de zelo contra os hereges, foi como de costume à igreja de santa Tecla, para ali celebrar os ofícios divinos… Antes que se lesse o Evangelho ao povo, subiu ao púlpito e fez um belíssimo discurso contra os cátaros e seus sequazes… quando terminou de falar… na presença de muito clero e de muito povo entregou o espírito ao Senhor”.



Os restos mortais de São Galdino, na Catedral de Milão



Beata Sabina Petrilli, religiosa e fundadora


  

          Nasceu em Siena em 29 de agosto de 1851, segunda filha de Celso e Matilde Venturini. Aos 15 anos se inscreveu na Congregação das Filhas de Maria e é rapidamente eleita presidente. Dentro de um ano fez o seu primeiro voto de virgindade. Em 1869 é recebida pelo Papa Pio IX que a exorta a seguir a norma de Santa Catarina de Siena. Em 15 de agosto de 1873 na capelinha da casa, junto com outras cinco companheiras, ela profere os votos de pobreza, obediência e castidade, na presença do confessor e com a aprovação do Monsenhor Enrico Bindi, que concede a primeira licença para iniciar uma obra em beneficio dos pobres.   
        A nova família religiosa recebe o nome de Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Siena. Em 1881 Madre Sabina inicia a fundação do Convento em Viterbo e em 1903 a primeira missão em Belém, no Brasil. A Constituição da Congregação, já enviada ao pontífice, é aprovada em 17 de junho de 1906.
     Sucessivamente Madre Sabina toma o voto de “não negar voluntariamente ao Senhor”, o voto de “perfeita obediência” e ao  Diretor Espiritual o voto de “não lamentar-se deliberadamente de nenhum sofrimento externo e interno”e o voto de“completo abandono à vontade do Senhor”.
        Savina Petrilli faleceu às 17:20 do dia 18 de abril de 1923.
       Com 25 casas na Itália, a Congregação opera no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Filipinas e Paraguai. O carisma transmitido pela Madre Sabina e a sua vontade de viver radicalmente para o sacerdócio de Cristo na adoração total e na total dependência da vontade do Senhor, faz como centro de sua via a Eucaristia, continuar a missão de Cristo, o serviço da evangelização, promover a fraternidade e  ajudar o próximo, em  especial aos pobres. Pela visão de  Madre Sabina, a pobreza é um Sacramento de Cristo e pode ser considerado com mistério da fé tal qual a Eucaristia.
      Assim a Congregação está sempre a serviço da pobreza e de todos  que sofrem e são  oprimidos.
      O Papa João Paulo II a proclamou Beata  na Praça de São Pedro, em 24 de abril de 1988.

Beata Maria da Encarnação, viúva e religiosa


       
         Ela nasceu em Paris, no dia 10 de fevereiro de 1566, e se chamava Bárbara Avrillot, filha do senhor de Champstreaux, riquíssimo, influente na corte francesa e na vida religiosa por ser um homem muito devoto,assim como sua descendência.
           Como era costume na época, apenas adolescente Bárbara foi enviada às Irmãs Menores da Humildade de Nossa Senhora, que habitavam nas proximidades. Regressou à família aos catorze anos e não pôde optar pela vida religiosa, pois aos dezesseis anos foi entregue como esposa ao visconde de Villemor, Pedro Acária, senhor de muitas terras, muito atuante na política da corte e cuja influência era tão forte quanto à de sua família, possuidor de costumes sérios e seguidor dos preceitos cristãos. Tiveram seis filhos.
        O rei Henrique IV, após desfazer a Liga política à qual seu marido pertencia, mandou-o para o exílio e confiscou-lhe todos os bens. Foram quatro anos de várias atribulações financeiras e aflição de espírito. Porém Bárbara não se abateu, tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência dele e reaver todos os bens. Foi com essa fibra que educou os filhos com generosidade, no respeito e no serviço aos mais pobres, doentes e mais desamparados. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta, e no amor à verdade, pois a verdade é Cristo. Ensinou-lhes, também, o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades.
           Nesse período, conheceu o religioso Francisco de Sales, depois também fundador e santo pela Igreja, o qual aprovava sua atitude e comportamento, vindo a tornar-se o seu diretor espiritual. Em 1601, ela leu os escritos de Teresa d'Ávila e desejou, ela mesma, uma leiga, fazer todo o possível para introduzir na França a reforma carmelita. Um ano depois, acolheu as primeiras vocações e obteve a autorização do rei, o qual lhe dispensava uma grande consideração, e, em 1603, o papa Clemente VIII enviou-lhe sua autorização para a fundação, portanto ela pôde construir o primeiro mosteiro carmelita na França. Depois, com os outros, que vieram em seguida, houve uma forte influência na espiritualidade católica de seu tempo. Três de suas filhas entraram no Carmelo de Amiens.
          Em 1613, morreu seu marido e só então ela tomou o nome de Maria da Encarnação, tomando o hábito e jurando os votos a uma de suas filhas, que se tornara a abadessa do mosteiro de Amiens, onde ela permaneceu durante algum tempo, para depois estabelecer-se no de Pontoise. Manteve-se sempre ativa e preparada para discussões sobre o tema da fé com personagens próprios e auto-reveladores e sempre humilde e afetuosa como simples carmelita de sua comunidade.
          Maria da Encarnação, madame Acária, é considerada a "madre fundadora do Carmelo na França" porque contribuiu para a difusão da reforma carmelita de Santa Teresa d'Ávila, mais do que todos, em solo francês. Ela terminou os seus dias num leito de dor em Pontoise. E ao morrer, no dia 18 de abril de 1618, recitou várias vezes os salmos 21 e 101. Esse dia era Quinta-Feira Santa.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

São Roberto de Chaise-Dieu, abade




          Martirológio Romano: No mosteiro de Chaise-Dieu, de Alvernia, em França, São Roberto, abade que, havendo-se retirado a este lugar para viver como solitário, se lhe juntaram muitos irmãos, e com sua pregação e exemplo de vida reuniu a um bom número deles (1067). Etimologicamente: Roberto = Aquele que brilha por sua fama, é de origem germânica. 
         Fundador da Abadía de Chaise-Dieu em Alvernia; nasceu em Aurilac, Auvergne, aproximadamente no ano 1000; morreu. Pelo lado de ascendência de seu pai, pertenceu à familia dos Condes de Aurilac, de quem se havia originado São Geraud. Estudou em Brioude perto da basílica de São Julián, numa escola aberta para a nobreza de Auvergne, estabelecida pelos cânones da cidade. Havendo entrado na comunidade, e havendo sido ordenado sacerdote, Roberto se distinguiu por sua piedade, caridade, zelo apostólico, eloquentes discursos e o dom dos milagres. 
            Durante perto de quarenta anos, permaneceu em Cluny para viver sob a norma de seu compatriota também santo, Abade Odilo. Foi forçado a regressar a Brioude, e ali começou um novo projeto, para o qual foi a Roma, para consultar com o Papa. Bento IX o animou a retirar-se junto cone dois companheiros para o vale boscoso do sudeste de Auvergne. 
         Ali construiu uma ermida, sob o nome de Chaise-Die (Casa de Deus). Teve muito renome em suas virtudes e atraiu a um grande número de discípulos, foi obrigado então a construir um mosteiro, o qual foi colocado sob a norma de São Bento (1050). Leão IX construiu a Abadia de Chaise-Dieu, na qual chegou a ser um dos emblemas do florescente cristianismo. 
          À morte de Roberto, se havia cerca de 300 monges e tinha-se enviado multidões ao centro de França. Roberto também fundou uma comunidade para mulheres em Lavadieu perto de Brioude. Por meio da elevação do monge de Chaise-Dieu, Pierre Roger, ao sólio pontifício, sob o nome de Clemente IV, a abadia alcançou o pináculo de sua glória. 
          O corpo de São Roberto se preservava ali, foi queimado pelos huguenotes durante as guerras religiosas. Seu trabalho foi destruído pela Revolução Francesa, mas há restos que ficam para admiração dos turistas, tais como a igreja devastada, a tumba de Clemente VI, e a torre clementina.


St. Robert
St. Robert
Le vieux bourg avec l'abbatiale Saint-Robert

Abadia de Chaise-Dieu

St. Robert

Beato Henrique Heath, presbítero e mártir


Enrique Heath, Beato


           Martirológio Romano: Em Londres, em Inglaterra, beato Henrique Heath, presbítero da Orden dos Irmãos Menores e mártir, que sob o rei Carlos I, só pela razão de seu sacerdócio, foi entregue ao verdugo em Tyburn. († 1643) Também é conhecido como: Beato Pablo de Santa Magdalena. Data de beatificação: 22 de novembro de 1987 pelo Papa João Paulo II, junto a outros 84 mártires de Inglaterra e Gales. 
       O Beato Henrique nasceu em 1599 em Peterborough, Inglaterra. Seu pai foi John Heath cabeça de uma familia anglicana, foi batizado na local igreja de São João em 16 de dezembro de 1599. Estudou no Corpus Christi College, em Cambridge, recebendo a licenciatura em 1621 e foi nomeado bibliotecário da universidade. Aqui teve acesso a livros relativos à controvérsia anglicano-católica, lendo-os chegou ao convencimento de que a verdade estava de parte do catolicismo, iniciando assim seu processo de conversão. Em 1622 foi recebido na Igreja Católica Romana por George Muscott, e, depois de uma curta estância no Colégio Inglês de Douai, entrou no convento franciscano de São Boaventura que em 1625, tomando o nome de Paulo de Santa Magdalena. 
        Em princípios de 1643, com muito trabalho obteve permissão para ir de missão a Inglaterra e cruzou de Dunquerque (França) a Dover (Inglaterra) disfarçado de marinheiro. Um cavaleiro alemão pagou sua passagem e ofereceu-lhe mais dinheiro para a viagem, mas seguindo o espírito de São Francisco, Heath se negou e preferiu ir a pé de Dover a Londres. Na mesma noite de sua chegada, quando ele descansava no umbral de uma porta, o dono da casa o denunciou como ladrão. Alguns documentos encontrados na gorra delatavam sua religião e foi levado à prisão de Compter. 
       No dia seguinte foi levado ante o alcaide, e, confessando que era sacerdote, foi enviado a Newgate. Pouco depois foi examinado por uma comissão parlamentária, e voltou a confessar seu sacerdócio. Foi acusado finalmente no marco a "Lei contra os jesuítas, sacerdotes de seminário e outras similares pessoas desobedientes" de 1585, por ser sacerdote católico e se apresentar no reino da rainha Isabel. 
        Durante sua reclusão exercia o ministério da reconciliação a ponto que no mesmo carro que o trasladou ao lugar de execução em Tyburn há reconciliado a um dos criminosos que foram executados junto a ele. Foi pendurado até morrer.