sábado, 3 de dezembro de 2011

São Galgano Guidotte

 

 Galgano Guidotte nasceu em 1148 na cidade de Sena - Itália. Seus pais Dionísia e Giudotte eram católicos fiéis praticantes, muito fervorosos e pertencente a nobreza da cidade. 
Quando pequeno Galgano ficou órfão de pai. Educado pela mãe, levou-o à devoção de são Miguel Arcanjo, a qual era devota. Já adulto, tornou-se cavaleiro e, abandonando a educação religiosa recebida de sua mãe, passou à uma vida desregrada voltada para os vícios e prazeres mundanos. Passado algum tempo o jovem cavaleiro Galgano, após sonhar duas vezes com são Miguel Arcanjo, converteu-se totalmente.
No primeiro sonho, são Miguel apareceu-lhe se dirigindo a uma senhora, que Galgano reconheceu ser sua mãe, e pedia que ela lhe desse o filho para o alistar na milícia celeste. A mãe, cheia de alegria, aceitava. No segundo sonho, são Miguel o convencia a mudar de vida. Assim, o glorioso Arcanjo o conduzia pela mão a fim de o consagrar à milícia celestial. Entre um e outro, impressionado, Galgano comentava muitas vezes com a mãe do acontecido.  
Mas foi sobre o cavalo que um fato extraordinário lhe aconteceu. O cavalo se recusou duas vezes seguidas a seguir no caminho que iam e conduzindo Galgano para o lugar que vira nos dois sonhos. Lá, ouviu uma voz pedindo que abandonasse a vida de prazeres, que fincasse sua espada numa rocha e construísse, ao redor, uma comunidade religiosa. Assim foi que Galgano fincou sua espada, que penetrou na rocha como se ela fosse de cera, onde ainda permanece como um dos muitos mistérios que o envolvem.
Galgano vendeu tudo o que possuía e retirou-se para aquele local no ano de  1180. Durante onze meses viveu como eremita, jejuando e fazendo penitências. Neste período, sua mãe tentou ter o filho de volta ao lar. Propôs que se casasse com uma jovem bela e de muitas posses. Porém, ao invés disso, converteu a jovem, que também se voltou para a vida religiosa. Ela fundou um convento com a ajuda do bispo Voltera, em volta da pedra com a espada, e o povo a chamou de Abadia "Redonda".  
Nesse tempo, Galgano peregrinou a Roma, onde se encontrou com o papa Alexandre III, e lhe contou tudo o que havia acontecido. Regressou e ingressou na Abadia como irmão oblato, vivendo na oração e penitência. Protegido por são Miguel Arcanjo, santificou-se rapidamente.
A Morte chegou no dia 30 de novembro de 1181, aos trinta e três anos de idade, e foi sepultado ao lado da espada fincada na rocha, no centro da igreja da Abadia na cidade de Sena. Em seguida o local se tornou o local de muitas peregrinações e guarda o mistério vivido por ele ainda hoje.  
Após quatro anos, como resultado daquele que é considerado o mais antigo "processo de canonização" da Igreja, Galgano Guidotte foi proclamado santo. No mesmo ano de 1185, a Abadia "Redonda" de São Galgano foi consagrada como Santuário.
O culto, aberto aos fiéis de todo o mundo cristão, é celebrado no dia 3 de dezembro.


ruínas da Abadia de São Galgano


São Francisco Xavier, Confessor




Foi um dos primeiros discípu­los arregimentados por Santo Inácio de Loyola, e estava entre os fundadores da Companhia de Je­sus. Pregou na Índia, no Japão e em outras nações do Oriente. Conver­teu e batizou muitos milhares de pagãos e praticou milagres porten­tosos.
Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Filho de uma família nobre, que preparava para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, com dezoito anos inscreveram-no, na Universidade de Paris. Não progrediu no terreno mundano e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e de conhecimento muito esclarecido e tudo mudou. Era o futuro santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas.  
Inácio sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco um soldado capaz de ajudá-lo no seu projeto e tentou conquistá-lo. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, realçadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36). Francisco Xavier tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo.
O seu pensamento mudou e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos de idade e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Começou, a cuidar dos leprosos, que estavam segregados pela sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém se encorajava em socorrer.  
D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier ocupou o seu posto. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou em torno de um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Auxiliava a cozinha, a faxina e como enfermeiro. Finalmente, atracaram ao porto de Goa.
Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Se deslocava de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, e deixava outro sacerdote dando seguimento a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.
 Chegando a ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade.
A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622.
Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário ativo, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, recebendo o apelido de "são Paulo do Oriente".


Ficheiro:Casket of Saint Francis Xavier.jpg

Altar com o túmulo de São Francisco Xavier na Basílica do Bom Jesus em Goa, Índia



Santa Bibiana, Virgem e Mártir


 No século III época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano o Apóstata, aconteceu um dos últimos focos de perseguição fatal contra a vida dos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a guerrear pela eliminação completa do cristianismo.  
Iniciou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e até mortos.
No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.  
A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Após, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a uma casa de prostituição de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.
Sem renegar Cristo, foi entregue para ser chicoteada até morrer. Outro milagre aconteceu nesse momento, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.  
Por último, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou a devoção dos fiéis. Santa Bibiana passou a ser invocada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu nome escolhido para os recém nascidos na hora do batismo. Também uma variação de seu nome, chamado de Viviana se tornou popular entre os cristãos.
A veneração era tão difundida que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou mais força ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.
 Além de ser padroeira da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o dia de sua morte pela fé em Cristo.


Basílica de Santa Bibiana em Roma

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Santos mártires ingleses

           Santo Alexandre Briant, Santo Edmundo Campion, São Raul Sherwin, Beato João Beche e Beato Ricardo Langley, deram a vida pela fé católica quando perseguidos pela religião criada pelo rei Henrique VIII que rompeu a Igreja presente na Inglaterra com a Sé de São Pedro. Alguns eram convertidos do anglicanismo à verdadeira religião e por isso foram martirizados, outros pela sua fidelidade à Igreja Católica foram perseguidos e martirizados. Foram mais de 300 religiosos mortos em ódio à fé reconhecidos pela igreja sem contar com certeza de milhares de cristãos católicos perseguidos, expostos ao perigo e mesmo mortos que gerou a perseguição religiosa aos católicos imposto pela religião nova criada desde 1539 até 1850 quando foi restaurada a hierarquia católica na Inglaterra. 


Santo Alexandre Briant, rogai por nós.



Santo Edmundo Campion, rogai por nós.


São Raul Sherwin, rogai por nós.


Beato João Beche, rogai por nós.






quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os novos santos espanhóis IV: Santa Maravillas de Jesus, virgem


         María de las Maravillas Pidal y Chico de Guzmán nasceu em Madri no dia 4 de novembro de 1891. Era a filha mais nova dos quatro filhos de uma família abastada, cujos pais, Luis e Cristina, eram marqueses de Pidal. Don Luis chegou a ser Ministro de Fomento e Embaixador da Espanha junto à Santa Sé.
         Muito cedo Maria sentiu o chamado de Deus e decidiu dedicar a ele sua vida. Enquanto estudava em casa, durante a adolescência e juventude, se dedicou a obras de caridade, ajudando famílias necessitadas. Cativada pelas obras de Santa Teresa de Jesus de São João da Cruz decidiu entrar nas Carmelitas Descalças, onde ingressou no dia 12 de outubro de 1919 recebendo o nome de Maravillas de Jesus.
         A jovem tomou o hábito em 1920 e, em 1923, teve a inspiração de fundar um Carmelo no centro geográfico da Espanha, o Cerro dos Anjos, onde fora erguido o monumento ao Sagrado Coração de Jesus justamente no ano em que ela fora feita carmelita descalça. O bispo de Madri na ocasião acolheu a idéia e, em 1924, a irmã Maravillas e outras três freiras carmelitas se instalaram provisoriamente em uma casa de Getafe para começar a edificação do Convento. Em 1926, ela foi nomeada madre superiora da comunidade do Carmelo do Cerro dos Anjos.
         Logo, dezenas de moças começaram a chegaram ao convento e a Madre Maravillas viu isto como um sinal de que deveria fundar novas "casas da Virgem". Assim, em 1933, fundou outro Carmelo em Kottayam (na Índia) enviando oito irmãs para lá, já que seus superiores não permitiram que ela mesma fosse.
        Durante a guerra Civil Espanhola, a partir de 1931, a irmã Maravillas e seu convento passaram por muitas privações. As irmãs do Carmelo do Cerro dos Anjos chegaram a ser expulsas de sua comunidade e tiveram que se refugiar em Madri, onde passaram por inúmeras privações. Mas em 1937, o grupo pôde sair de Madri para instalar-se no "deserto" de Las Batuecas (Salamanca). Ali elas fundaram um novo Carmelo.
        Só em março de 1939, Maravillas pode voltar ao Cerro dos Anjos onde foi eleita madre superiora novamente. Depois disto ela fundou vários outros conventos na Espanha, Índia e Equador. Até 1974, quando morreu, viveu uma vida de maravilhosa comunhão com Deus. De acordo com pessoas que conviveram com ela, era impressionante sua capacidade de contagiar a todos com seu amor ao Pai e sua capacidade e disposição para oração.
        Foi beatificada em Roma pelo papa João Paulo II no dia 10 de maio de 1998. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 11 de dezembro.

Os novos santos espanhóis V: São Pedro Poveda, mártir da educação espanhola

 
São Pedro Poveda levou a educação para pessoas pobres e foi assassinado na Guerra Civil. Foto: Terra

São Pedro Poveda levou a educação para pessoas pobres e foi assassinado na Guerra Civil

         Pedro Poveda Castroverde nasceu em Linares (Jaén), no dia 3 de dezembro de 1874. Desde o início da sua vida sacerdotal se dedicou à importância da educação, especialmente para os mais desfavorecidos. Assim, colocou em prática a Escola do Sagrado Coração de Jesus, modelo do que logo viria a ser a Instituição Teresiana. Foi assassinado durante a Guerra Civil e beatificado pelo Papa, em 1993.
         Era o mais velho de seis irmãos, frutos do matrimônio de José e María Linarejos. Seu pai era um químico. Desde muito pequeno sentiu-se atraído pelo sacerdócio e, ao completar somente dez anos, manifestou seu desejo de estudar no Seminário de Jaén. Depois de muita insistência, conseguiu terminar o segundo curso de Bacharelado, condição para os estudos eclesiásticos. Em 1893 obteve o título de Bacharel. Nesses anos aprendeu a tratar os pobres dos subúrbios e os numerosos imigrantes que trabalhavam nas minas com caridade.
 
Vida sacerdotal
 
         Por dificuldades econômicas de sua família, em função da doença de seu pai, em 1894 se transferiu para o Seminário de Guadix (Granada), onde lhe foi concedida uma beca pelo bispo da diocese, o Servo de Deus Maximiano Fernández del Rincón. Ali terminou seus estudos e em 17 de abril de 1897, sábado santo, foi ordenado sacerdote na capela do Bispado, onde celebrou sua primeira Missa solene no dia 21.
        No começo de sua vida sacerdotal, esteve plenamente dedicado ao serviço da Diocese. A partir de 1902, começou a estabelecer relações entre a cidade e a periferia. Com ajuda de entidades públicas e particulares pode construir a Escola do Sagrado Coração de Jesus, pagar os professores, dar de comer aos alunos crianças e criar aulas noturnas e profissionalizantes para adultos, realizando uma importante tarefa humanitária, educacional e de formação profissional e cristã nesse amplo setor da população, marginalizada e carente de recursos.
         Diante das inevitáveis dificuldades que também encontrou, em 1905, mudou-se para Madri com o desejo de fazer outra fundação para crianças de rua, mas não foi possível. Em 1906 foi nomeado cônego da Basílica de Santa María de Covadonga (Asturias), onde permaneceu por sete anos.
 
A Instituição Teresiana
 
       Em Covadonga, descobriu a importância da função social da educação e que os professores que estavam bem preparados profissionalmente, viveram sua fé de modo coerente e responsável, foram solidários e souberam cooperar. Teve, então, a audácia de propor um amplo plano de formação e coordenação do professorado católico e, a partir de 1911 fundou a Academia para Estudantes de Magistério, Centros Pedagógicos e Revistas, modelo da Instituição Teresiana.
        Para impulsionar melhor essas fundações, em 1913 voltou para Jaén, onde foi cônego da Catedral e trabalho como professor do Seminário e das Escolas Normais. Ali, conheceu a Serva de Deus María Josefa Segovia, sua principal colaboradora, e depois, primeira Diretora Geral da Instituição Teresiana. Em 1914, em Madrid, a primeira Residência universitária feminina da Espanha, favoreceu o reconhecimento civil da Instituição Teresiana, 1917, en Jaén.
 
Morte na Guerra Civil
 
         Em 27 de julho de 1936, quando terminava de celebrar a Eucaristia, foi detido. Horas depois, ao ser separado de seu irmão, que o havia acompanhado, disse: "Serenidade, Carlos, o Senhor que me quis fundador, também me quer como mártir". Na manhã seguinte, uma professora e uma jovem doutora da Instituição Teresiana encontram seu corpo junto à capela do cemitério de La Almudena, com sinais de bala. Sobre seu peito estava o escapulário da Virgem de Carmen. Morreu com 61 anos. Seu corpo foi sacramentado em San Lorenzo.
         Ele foi beatificado pelo Papa Juan Pablo II, em Roma, no dia 10 de outubro de 1993 por suas virtudes e por ser martírio. Suas relíquias se encontram na Casa de Espiritualidade de Santa María de Los Negrales (Madri) e sua memória é celebrada no dia 28 de julho.
 

relicário de São Pedro Poveda

Os novos santos espanhóis III: São José María Rubio




         José María Rubio e Peralta nasceu na cidade espanhola de Dalías no dia 22 de julho de 1864. Era o mais velho dos 12 filhos dos camponeses Francisco e Mercedes. Desde muito cedo se destacou entre os irmãos, tanto que seu avô materno disse certa vez: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que viverá muito para Deus". Em sua cidade natal freqüentou a escola e depois das classes gostava de ler sobre as vidas de santos.
          Com dez anos José María foi estudar no Instituto de Bachillerato, mas quando seus professores viram que ele tinha vocação sacerdotal o enviaram para o seminário diocesano de Almería. Em 1879, foi mandado para o seminário de São Cecílio em Granada, onde terminou os estudos filosóficos, os quatro de teologia e dois de direito canônico.
         José María era aluno protegido do cônego don Joaquín Torres e, quando este foi trabalhar em Madri, levou o jovem estudante junto consigo. Na capital ele continuou estudando e, no dia 24 de setembro de 1887, foi ordenado sacerdote, celebrando sua primeira missa no dia 8 de outubro na então catedral de São Isidro, na capela da Virgem do Bom Conselho.

Fama de santo
         Em novembro de 1887 foi nomeado ajudante da paróquia de Chinchón (Madrid), onde em apenas 9 meses já ostentava a fama de santo. Enquanto isto ele continuava dois cursos facultativos de Teologia no Seminário para obter em 1888 a Licenciatura em Teologia em Toledo. Também ali obteve a Licenciatura em Direito Canônico em 1897.
         Depois disto foi administrador paroquial de Estremera, professor de Latim, Filosofia e Teologia pastoral no Seminário de Madri, encarregado dos registros e capelão das religiosas Bernardas, cargo que ocupou por 13 anos. Neste último posto ele pode exercer as funções que mais lhe agradavam: ministrar os sacramentos, ministrar a catequese e se dedicar à caridade. Durante sua vida, organizou pessoalmente diversas missões populares em povoados pequenos.
        Todo este trabalho só fez com que aumentasse sua fama de santo na Madri de seu tempo e seus problemas com a própria Igreja. Certa vez, ao tentar fundar "os discípulos de São João", foi denunciado para polícia e repreendido por seus superiores. Depois disto foi deposto de seu cargo de Diretor das Marias dos Sacrários e de um Boletim do Sagrado Coração.
         No final de abril de 1929, José María Rubio estava muito doente e debilitado. Seus superiores o transferiram então para o noviciado de Aranjuez para que repousasse. Três dias depois de sua chegada, no dia 2 de maio de 1929, ele expirou calmamente. Seu corpo foi sepultado no cemitério do noviciado, mas em 1953 foram trasladados para Madri, onde viveu a maior parte de sua vida.
         O sacerdote foi beatificado em Roma pelo papa João Paulo II no dia 6 de outubro de 1985.