quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

São Benigno de Todi, mártir

             Muito interessante a história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa “bom”, “benevolente”, “benéfico”, portanto, um atributo concedido a todos os Santos.
            No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos. Entretanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano.
            Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho.
           Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno. O local acabou se tornando num ponto de peregrinação obrigatória para os seus devotos, que estão espalhados no mundo inteiro, graças a sua memória sempre reverenciada pelos beneditinos fixados nos cinco continentes. Assim, as peregrinações aumentaram e se mantiveram, mesmo após o mosteiro ter sido desativado, alguns séculos mais tarde.
           O Priorado conservou os restos mortais de São Benigno, na igreja à ele dedicada, até 1904, quando foram trasladados para a de São Silvestre, na cidade do Vaticano, onde foram colocados ao lado do altar maior, recolhidos numa preciosa urna de prata. Mas, a Igreja deixou um fragmento para ser guardado naquele lugar onde Benigno, o sacerdote de Todi, prestou o seu testemunho do amor incondicional à Paixão de Jesus Cristo.
          O Papa Pelágio II, em 589 incluiu o culto de São Benigno, no Martirológio Romano, cuja festa litúrgica indicou para o dia 13 de fevereiro, que segundo a tradição foi quando ele morreu. No início do século XX, a Santa Sé desejou reunir todas as relíquias dos mártires das perseguições dos primeiros tempos nas igrejas situadas no Estado do Vaticano, por este motivo ele também foi trasladado para lá.


Catedral de São Benigno, em Todi, Itália

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

São Juliano, o hospitaleiro

             

               Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres.
             Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando.
            Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma.


 
            Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico. Andou pelos caminhos do mundo, esmolando. Por espírito de sacrifício contava a sua história e, então, todos se afastavam fazendo o sinal da cruz. Foi renegado por homens e animais. Vivia afastado, remoendo sua culpa, rezando em penitência, amargando suas visões fúnebres e os soluços da alma. Mas, Julião sentia necessidade de salvar vidas, ajudar os velhos e as crianças doentes e pobres. Decidiu então ajudar os leprosos na travessia de um rio, que pela violência da correnteza fazia muitas vítimas.
           Julião, construiu sozinho um caminho para descer até ao rio. Em seguida reparou um velho barco e ergueu uma grande cabana. A travessia passou a ser conhecida por todos os leprosos, pois além de conduzi-los de graça, eram tratados por ele, na cabana. Ficou conhecido por "Julião Hospitaleiro". Costumava ir esmolar para distribuir o que ganhava com os que já não podiam caminhar.A cabana se tornou um verdadeiro hospital para leprosos. A fama de sua santidade começou a se espalhar, mas Julião continuava a sentir o tormento de sua alma, que só era aplacado quando cuidava dos seus leprosos. Até que uma noite, após um leproso morrer nos seus braços, Julião sentiu sua alma inundada por uma alegria infinita e caminhou para se encontrar face a face com Nosso Senhor Jesus Cristo, que o chamou para a glória do céu.
            Esta é a história de Julião Hospitaleiro, e se encontra descrita, num dos vitrais da Catedral de Notre Dame, na França, que guarda suas relíquias. A diocese de Macerata, na Itália, onde dizem que ele permaceu durante anos mendigando e ajudando as pessoas com seus prodígios de santidade, também recebeu algumas delas. A Igreja o comemora no dia 12 de fevereiro, data que a tradição indicou como sendo a de sua morte.

Beato Reginaldo de Orleans



           Reginaldo nasceu em 1175 na pequena cidade de Saint Gilles, sul da França . Desde a infância foi uma criança especial, possuía inteligência acima da média e vocação religiosa. Comunicador nato, se tornou uma figura extremamente carismática e singela, generoso com o próximo mas austero consigo mesmo. Com estas características, ao atingir a idade indicada, foi estudar direito canônico na Universidade de Paris.
            Em 1206, recebeu o diploma de doutor, sendo convidado para ser titular da cadeira de direito canônico, cargo que exerceu durante cinco anos. Reginaldo dividia o seu tempo com o trabalho, o estudo, a caridade e a oração contemplativa unida a rígida penitência, alcançando grandes progressos espirituais. Ficou conhecido e se tornou respeitado no meio acadêmico e do clero.
            Os seus contemporâneos registraram que era um gigante durante os sermões, ardoroso e veemente, adquiria um brilho especial, fazendo com que a presença de Deus fosse sentida no ambiente e o no coração dos ouvintes. No início de 1212, Reginaldo aceitou ser o decano e canônico na diocese da cidade francesa de Orleans. Sempre humilde, continuou cativando os fiéis com sua oratória. Depois de seis anos, desejando definir em que Ordem deveria ingressar, aceitou acompanhar o bispo de Orleans em sua peregrinação à Roma com destino à Terra Santa.
           No Vaticano, Reginaldo ficou sabendo sobre uma Ordem recém criada, para a formação de padres predicantes, cujo fundador, o padre Domingos de Guzman, tinha fama de santidade, sendo hoje venerado pela Igreja. Embora interessado decidiu seguir para Jerusalém, mas logo regressou pois ficou gravemente doente. Apesar de desenganado, milagrosamente foi curado pela intercessão de Nossa Senhora, que lhe apareceu e mostrou um hábito.
          Reginaldo percebeu que se tratava da Ordem dos Padres Predicadores, indo procurar o seu fundador, que o aceitou e lhe deu a primeira missão a ser executada em Bolonha, Itália. Como grande predicador que era, inflamou os ânimos de seus ouvintes, despertando as vocações e induzindo muitos a ingressarem na nova congregação. De modo que, o edifício da comunidade, em Santa Maria de Mascarela, se tornou pequeno e tiveram de se transferir para o outro convento, na propriedade rural de São Nicolau, não muito distante.
           Pelos resultados fantásticos e devido ao sucesso obtido em Bolonha, no final de 1219, ele recebeu a tarefa de ir à Paris, para impulsionar aquela comunidade. O sucesso se repetiu, pois alí também a sua palestra entusiasmada exerceu um fascínio irresistível. No dia 12 de fevereiro de 1220, morreu serenamente após ter abraçado a vida dos apóstolos. Foi sepultado na Catedral de Notre-Dame des Champs, atual Suíça. Entretanto o seu corpo desapareceu durante a revolução do final do século XVIII.
          O seu culto foi confirmado e mantido no dia de sua morte, pelo Papa Pio IX em 1875, que beatificou Reginaldo de Orleans, como se tornou conhecido entre os dominicanos.


São Melécio, patriarca

          

            São Melécio, patriarca de Antioquia (Melitene, início do séc. IV – Constantinopla, 381). Bispo de Sebastes (358), em 360 foi elevado à sede patriarcal de Antioquia da Síria, graças ao apoio recebido de Acácio, bispo de Cesaria, seguidor da doutrina arino-oeiana. No entanto, Melécio, que naquele tempo parecia se inclinar para o arianismo, desfez as expectativas dos arianos, combatendo-os energicamente.
            Exilado pelo imperador Constâncio II (360) por causa de sua profissão de fé nicena, e substituído por Euzóio, um amigo de Ario, voltou para Antioquia em 362. Naquele mesmo ano, os ortodoxos nicenos pressionados porque, por uma disposição de são Eustácio, não tinham sido reconhecidos os sucessivos bispos de Antioquia, consagraram irregularmente bispo de Antioquia o sacerdote Paulino.
             Exilado ainda por duas vezes pelo imperador do Oriente Valente (365-367; 371-378), favorável aos Omeos, e em conflito com Roma que, suspeitando-o de arianismo, apoiou Paulinho, soem 378 foi reconhecido pelo poder civil legítimo representante dos seguidores da ortodoxia nicena. Aceito por toda a Igreja do Oriente, em 381 presidiu o Concílio de Constantinopla (2º ecumênico), durante o qual faleceu.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

São Castrense, bispo



           Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartago, atual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápoles.
           Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiqüíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápoles, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal.
           Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demônio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade. Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápoles.
           Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África. As relíquias do Santo, foram transferidas, antes do século XII, de Sessa para Cápua e depois por determinação de Guilherme II o Bom, último rei normando da Sicília, foram enviadas para Monreale.
          Em 1637, foram transladadas para a Capela anexa à Catedral de Monreale, em uma urna de prata com uma placa onde se pode ler "São Castrense, eterno baluarte da cidade de Monreale". As mais recentes informações sobre este Santo de origem africana, datam de 1881, e foram encontradas durante as escavações arqueológicas na gruta de Calvi, próximas de Monreale.
           São pinturas do século VII que retratam o bispo Castrense, nas duas dioceses e ao lado de outros mártires da mesma época e região. Mas ainda hoje encontramos o efeito da sua presença na Catânia, seja na pequena região que leva o nome de São Castrense, seja nas diversas igrejas e no convento feminino beneditino erguido ao lado da Catedral, sendo tudo dedicado à sua memória. Inclusive nas manifestações de sua devoção quando da comemoração de sua passagem no dia 11 de fevereiro. Data oficializada pela Igreja, quando reconheceu o seu martírio e declarou o bispo Castrense, Santo e padroeiro da cidade de Monreale.
            Neste dia a sua estátua segue em procissão da Catedral de Monreale, indo para a de Sessa e retornando após o culto litúrgico. Dizem os devotos que durante este trajeto muito graças são alcançadas por sua intercessão.


São Pedro de Jesus Maldonado, sacerdote e mártir

        

           Nasceu em Sacramento no dia 8 de junho de 1892. Tinha 17 anos quando ingressou no seminário de Chihuahua, no México. Por problemas no seminário e pela suspensão das aulas por causa dos conflitos políticos de 1914, abandonou os estudos por um certo tempo e decidiu a se dedicar a aprender música.
            Foi ordenado sacerdote em El Paso, no estado do Texas, Estados Unidos, em 1918. Desse momento se dedicou com muito entusiasmo à catequese das crianças, incremento notavelemente a adoração noturna e as associações marianas. Durante o endurecimento da perseguição religiosa dos anos 30 o trabalho do sacerdote se tornou muito difícil e perigoso. Em 1934, Padre Maldonado foi preso, maltratado e ameaçado pela polícia, foi desterrado para El Paso.
              Voltando continuou a exercer seu ministério sacerdotal em povoados e fazendas. Em meados de 1937 se apresentou em  sua casa um grupo de homens armados e prenderam o sacerdote. O obrigaram a caminhar descalço e foi levado até a prefeitura local onde o golpearam deixando-o inconsciente. Mais tarde foi levado ao hospital civil de Chihuahua onde morreu na madrugada do dia 11 de fevereiro.
              Foi beatificado no dia 22 de novembro de 1992 e canonizado em 21 de maio de 2000 pelo papa Beato João Paulo II.
                              

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Santa Apolônia, virgem e mártir

            


               O cristianismo foi a última grande religião mundial, antes do islamismo. Originou-se da antiga Palestina, hoje Israel, e sua existência constata-se através do calendário gregoriano.
           O mérito de torná-la uma instituição coube a Paulo, um judeu convertido de Tarso, pregando nas ilhas do Egeu, na Ásia Menor, Grécia e Itália. Radicou-se neste país, onde a nova fé se desenvolveu, despertando principalmente o interesse dos pobres e humildes, pois os ensinamentos criavam uma mensagem de esperança.
              O Império Romano abrangia nesta época todos os países banhados pelo Mar Mediterrâneo (sul da Europa, norte da África e Ásia Menor) e as igrejas cristãs se disseminavam. Ocorriam milhares de conversões, inclusive com adeptos no palácio e altos postos no exército.

               No ano 225, esta evolução provocou enorme preocupação entre os romanos, pois os cristãos se recusavam a cultuar os imperadores e carregar armas. Isso acabou por gerar perseguições em muitas cidades do Império. O novo imperador Décio, que derrotara Felipe, promoveu a sétima perseguição no fim do ano 249, com penas severas e cruéis, que só acabaram no ano 251.
              Apolônia, filha de rico e proeminente magistrado de Alexandria (Egito), na época a segunda cidade do mundo, foi detida e, ao confirmar sua crença na fé cristã, considera traidora e condenada a ser queimada viva na fogueira. Insuflados pelos romanos, os perturbadores fraturaram seus dentes com pedras e martirizaram seu rosto. Apolônia pediu que fosse amarrada e após fazer suas preces ajoelhada, pulou na fogueira, provando preferir morrer pela própria vontade. Diz a lenda em que seus últimos momentos gritou que "todos aqueles que sofressem de dor de dente, ao invocar seu nome, teria alívio imediato".
                Tudo isso é relatado nas cartas com que os padres se comunicavam. Na "História Eclesial", Eusébio de Cesarea incluiu a carta que São Dionis, bispo de Alexandria, enviou a Fábio, bispo de Antióquia (Turquia), contando o martírio de Apolônia: "Os perseguidores capturaram também aquela admirável virgem, então avançada em anos, que foi Apolônia, e bateram-lhe nas suas maxilas, a ponto de fazer cair todos os seus dentes. A seguir, acendida uma pira diante de cidade, ameaçaram queimá-la viva se não se decidisse a pronunciar com eles fórmulas ímpias. Ela pediu que a deixassem um pouco livre; logo que contentada, de um ímpeto, atirou-se sobre o fogo e foi devorada pelas chamas."
                  Apolônia foi canonizada no ano 300 e é venerada sempre no dia 09 de fevereiro. Foi a partir do século III que o cristianismo começou a substituir as divindades pagãs, adoração de demônios e superstições por "santos", geralmente mártires e pessoas muito crentes na fé cristãs e respeitadas e adoradas por suas virtudes. O que realmente sensibilizou o povo foi a forma terrível como seus dentes e rosto foram traumatizados, razão pela qual todos que sofrem de dores na boca e face, a ela recorrem.
               Dizem que depois do suplício, os seus dentes foram recolhidos como santas relíquias e dispersos por inúmeras igrejas e santuários, onde são adorados. Temos um dente e um fragmento de mandíbula na Igreja do Monastério de Santa Apolônia, em Florença; outro fragmento na Pieve de Castagneto e várias relíquias em Bolonha e Roma. (como curiosidade, em outro credo, um dente de Buda, é venerado no "Templo do Dente", especialmente construído em Kandy, Siri Lanka). Em Beaumont – les – Autels, no sul da França, há um santuário dedicado à Santa Apolônia. Todo o ano, no dia 09 de fevereiro, muitos dentistas da França fazem peregrinação a esta pequena cidade, celebrando o evento.


MARTÍRIO DE SANTA APOLÔNIA


O martírio de Santa Apolônia é o tema desta ilustração, tirada de " Las  horas de Ethiene Chevalier" de Jean Fouquet. Apesar de que depois de sua morte em 249 D.C., foi descrita como de avançada idade pelo Bispo de Alexandria, a Santa é representada normalmente como uma bela jovem. Fouquet a mostra entre seus torturadores que lhe extraem os dentes e uma audiência que bem poderia ser de uma comédia milagrosa medieval, observe o espetáculo. O homem à esquerda expõe seu traseiro de forma desrespeitosa.
(Museu Condé, Chantilly.)