sábado, 21 de dezembro de 2013

Bem-aventurados Pedro Thi e André Dung, mártires de Tonkin, Vietnam



      O bem-aventurado Pedro Thi nasceu em Ke-Song, em Hanói, Indochina, no ano de 1763. Era de uma família simples e cristã. Foi catequista e posteriormente padre, em 1806. O bem-aventurado André Dung - chamado também de Lac - nasceu em Bac-Ninh, de família não-cristã. Seus pais emigraram para Hanói em busca de melhores condições de vida. Em Hanói, recebeu instrução cristã e foi batizado. Tornou-se também ele catequista e, em 1823, foi ordenado sacerdote. Foram presos em Ke-Song, no ano de 1839. A comunidade cristã procurou comprar a liberdade dos sacerdotes, mas não conseguiram arrecadar as 10 barras de prata exigidas como resgate, tal era a miséria em que os membros da comunidade viviam. Foram então levados a Hanói. Como se recusassem a pisar num crucifixo, foram lançados na prisão, sendo posteriormente decapitados.


A Igreja do Vietnam fecundada pelo sangue dos Mártires
 

        A obra de evangelização, empreendida desde o início do Século XVI e, posteriormente, estabelecida nos primeiros Vicariatos Apostólicos do Norte (Dâng-Ngoâi) e do Sul (Dâng-Trong), em 1659, conheceu, ao longo dos séculos, um admirável desenvolvimento. Atualmente, são 25 as Dioceses (10 ao Norte, 6 ao Centro e 9 ao Sul). Os católicos vietnamitas são em torno de 6 milhões (quase 10% da população total). A hierarquia católica vietnamita foi constituída pelo Papa João XXIII em 24 de novembro de 1960.
      Este resultado se deve ao fato de que, desde os primeiros anos de evangelização, a semente da Fé foi misturada, em terras vietnamitas, ao sangue abundantemente vertido pelos Mártires, tanto do clero missionário quanto do clero local e do povo cristão do Vietnam.
       Todos suportaram juntos o cansaço da obra apostólica e enfrentaram, também juntos, a morte, para dar testemunho da verdade Evangélica. A história religiosa da Igreja do Vietnam registra que houve, ao todo, 53 Decretos, assinados pelos Senhores TRINH e NGUYEN e pelos Imperadores que, durante três séculos (XVII, XVIII e XIX), exatamente 261 anos, promulgaram perseguições sempre mais violentas umas que as outras contra os cristãos. Conta-se em torno de 130 mil vítimas por todo o território do Vietnam.
     Ao longo dos séculos, estes Mártires da Fé foram enterrados de maneira anônima, mas sua memória permanece sempre viva no espírito da comunidade católica.
     Desde o início do século XX, desta multidão de heróis, 117 pessoas - cujas provações foram consideradas as mais cruéis - foram escolhidas e elevadas à honra dos altares pela Santa Sé em quatro séries de Beatificações: 

em 1900, pelo Papa Leão XIII, 64 pessoas
em 1906, pelo Papa São Pio X, 8 pessoas
em 1909, pelo Papa São Pio X, 20 pessoas
em 1951, pelo Papa Pio, 25 pessoas
      
        Estes Bem-Aventurados podem ser classificados da seguinte forma:
11 Espanhóis: todos da Ordem dos Irmãos Pregadores (Dominicanos): 6 Bispos e 5 Sacerdotes.
10 Franceses: todos da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris: 2 Bispos e 8 Sacerdotes.
96 Vietnamitas: 37 Sacerdotes (dos quais 11 Dominicanos), 59 Leigos (dentre eles 1 Leiga, 1 Seminarista, 16 Catequistas e 10 Leigos da Ordem Terceira Dominicana).

"Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apo 7, 14b). Estes martírios ocorreram em diferentes períodos:

2 sofreram o martírio na época de TRINH-DOANH (1740-1767)
2 sofreram o martírio na época de TRINH-SAM (1767-1782)
2 sofreram o martírio na época de CANH-TRINH (1782-1802)
58 sofreram o martírio na época do Imperador MINH-MANG (1820-1840)
3 sofreram o martírio na época do Imperador THIEU-TRI (1840-1847)
50 sofreram o martírio na época do Imperador TU-DUC (1847-1883)

        No local de suplício do Edito real, localizado ao lado de cada mártir, cada sentença foi anunciada:

75 condenados à decaptação,
22 condenados ao estrangulamento,
6 condenados a serem queimados vivos,
5 condenados a serem esquartejados,
9 morreram na prisão em decorrência de terríveis torturas.

Dentre eles:

- Tommaso NGUYEN VAN DE, Leigo morto em 19-12-1839
- Francesco Saverio HA THONG MAU, Catequista morto em 19-12-1839
- Agostino NGUYEN VAN MOI, Leigo morto em 19-12-1839
- Domenico Bui VAN UY, Catequista morto em 19-12-1839
- Stefano NGUYEN VAN VINTI, Leigo morto em 19-12-1839

       Eles foram beatificados juntos em 1900 e canonizados pelo Papa João Paulo II em 1988.

Santa Francisca Xavier Cabrini, religiosa e fundadora



Francisca Cabrini nasceu em 1850, última de uma família de 13 filhos. Ela olhou para o fenômeno da emigração não com os olhos do político ou do sociólogo, mas com os olhos humaníssimos de mulher, de cristã, merecendo o título de mãe dos emigrantes. 
Órfã de pai e mãe, Francisca teria desejado fechar-se logo no convento, mas não foi aceita por causa da precariedade de sua saúde. Aceitou então o encargo de atender a um orfanato, que lhe confiou o pároco de Codogno. A jovem, que tinha terminado há pouco o curso de professora de ensino primário, fez muito mais: incitou algumas companheiras a unirem-se a ela, constituindo um primeiro núcleo das irmãs missionárias do Sagrado Coração, colocadas sob a proteção de um intrépido missionário, São Francisco Xavier, de quem ela mesma, pronunciando os votos, assumiu o nome. Como o santo jesuíta, gostaria de ter partido para a China, mas quando teve conhecimento do drama de milhares e milhares de italianos emigrantes, descarregados do porão dos navios no porto de Nova Iorque, privados da mínima assistência material e espiritual, Francisca Cabrini não hesitou mais. 
Logo na primeira das suas vinte e quatro travessias do oceano, também ela partilhou os dissabores e as incertezas de seus compatriotas; mas é extraordinária a coragem com que enfrentou a imensa metrópole norte-americana e soube estabelecer o ponto de encontro dos emigrantes, construindo casas, escolas e um grande hospital em Nova Iorque, depois em Chicago, em seguida na Califórnia e irradiar enfim a sua obra em toda a América, até a Argentina. 
A quem se mostrava admirado com ela por tantas obras, a madre Cabrini respondia com sincera humildade: "Por acaso não foi o Senhor quem fez todas essas obras?" Traduzidas em números estas obras são nada menos que trinta fundações em oito nações diferentes. A morte colheu-a de improviso, após uma das inúmeras viagens, em Chicago, em 1917. Seu corpo foi levado triunfalmente para Nova Iorque, para a igreja anexa ao Colégio Madre Cabrini, para que ficasse perto dos emigrantes. 

Beata Maria Mancini de Pisa, viúva e religiosa


Catarina Mancini, filha de uma família da alta sociedade de Pisa, Itália, ainda estava no berço quando viu seu Anjo da Guarda e dele recebeu um aviso que preservou sua vida. Algum tempo depois, ela recebeu uma segunda visita e, a partir daí, estabeleceu-se entre a alma pura da criança e o espírito benfazejo uma misteriosa troca de orações e de graças. Foi nesta escola que Catarina aprendeu os segredos do amor divino.
A jovem desejava ser esposa unicamente de Jesus Cristo; no entanto, foi obrigada por seu pai a se casar e formar uma família. Em poucos anos, o marido e os dois filhos de Catarina faleceram. Catarina, apesar de seu forte desejo pela vida religiosa, viu-se novamente obrigada a contrair núpcias. Deus saberia manifestar Sua glória na obediência de Sua serva, purificando esta alma superior pelo sacrifício. Em poucos anos, Catarina viu-se cercada de uma família numerosa. Em meio às ocupações, aos cansaços, às preocupações que lhe davam os cuidados com a casa e com a educação de seus filhos, ela soube, administrando ativa e minuciosamente o seu tempo, encontrar o prazer de se entreter com Deus na mais alta contemplação. Sua caridade era inesgotável; jamais um pobre batera em vão à sua porta. Ela se alegrava, sobretudo, em consolar os doentes, em cuidar de suas feridas, em oferecer-lhes, juntamente com as esmolas, palavras de paz e consolação. 
Deus ainda permitiu que ela fosse provada através das perdas bastante dolorosas de seu segundo marido e de seus seis filhos. Desde então ela passou a rejeitar toda e qualquer aliança terrestre, fez votos de jejuar quatro vezes por semana, de manter uma dura disciplina quotidianamente e de não se permitir o mais ligeiro repouso que não fosse sobre um leito de tábuas de madeira. Logo ela deixou o mundo para entrar no claustro da Ordem das Irmãs de São Domingos. Doravante ela se chamaria Irmã Maria. Lá, ela se distinguiu através de duras penitências, visões místicas e por um admirável zelo pelas almas do purgatório.

Beato Pedro Friedhofen, religioso


Biografia


Pedro Friedhofen nasceu em Weitersburg em 1819, perto de Coblence, às margens do rio Reno. Órfão de pai e mãe desde muito pequeno, ele precisou começar a trabalhar muito jovem: aos 15 anos era limpador de chaminés. Pedro precisou ajudar a família de seu irmão, Tiago, que morreu deixando viúva e onze filhos. Profundamente tocado pela miséria dos doentes e idosos que visitava durante o serviço de limpeza de chaminés, aos 30 anos, Pedro decidiu entregar-se inteiramente a Deus e ao serviço dos doentes, para os quais fundou, em 1850, a Congregação dos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora.
Em 1851, Pedro se instalou em Coblence onde a confiança da população e dos médicos contribuiu para a expansão da obra desses « Irmãos dos doentes », como são chamados até hoje na Suíça. Pedro é apelidade de « o bom samaritano ». Sua grande atividade esgotou-o fisicamente, levando-o a falecer com apenas 41 anos, vítima de tuberculose, em 21 de dezembro de 1860.
Atualmente, os Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora estão presentes na Europa, na América Latina e na Ásia, dirigindo hospitais, asilos para pessoas idosas e centros de reabilitação.   

 

Citação


”Nosso trabalho deve ser fruto de nossa inteligência, mas ainda mais da piedade e da paciência. Se soubermos sofrer e nos calar, experimentaremos o auxílio de Deus.”

 

Beatificação


Foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, em Roma, em 1985.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Beata Adelaide de Susa, marquesa


     Em várias crônicas beneditinas ela é chamada de "Beata Adelaide", mas o seu culto nunca foi reconhecido oficialmente.
     Filha primogênita e herdeira do Conde Olderico Manfredo II, Marquês de Susa e Conde de Turim e de Berta Obertagna dos Marqueses d'Este, Adelaide nasceu no castelo de Susa entre 1010 e 1016.
     A mãe morreu jovem, depois de ter dado à luz quatro filhos: Adelaide, Imila, Berta e um filho que morreu muito jovem em 1034. O marquês, seu pai, tendo ficado viúvo, dividiu os seus bens entre as três filhas, dos quais a maioria (todas as terras entre Ivrea e Ventimiglia) foi legada à filha mais velha, Adelaide. Mas, o poder dos marqueses de Susa e condes de Turim era principalmente militar, não transmissível a uma mulher, então, quando seu pai morreu, a jovem marquesa, qualificada em muitos textos como princesa, com apenas dezesseis anos, em 1035, casou-se com Hermano III, Duque da Suábia.
     Foi um casamento de curta duração, porque o Duque Hermano morreu de peste em julho de 1038, sem ter tido um filho. Adelaide, que tinha 19 anos, casou-se novamente com Henrique I, Marquês de Monferrato, mas em 1044 ela ficou viúva novamente. Por razões de Estado foi necessário recorrer a um terceiro casamento e a jovem viúva casou-se em 1045 com Odom I (1020 ca – 19/2/1059), Conde de Saboia, Aosta, Maurienne, segundo filho de Humberto I Biancamano de Sabóia.
     Nos 14 anos de casamento, cinco crianças nasceram: Pedro I († 1078), Amadeu II († 1080) Berta († 1087), Adelaide († 1079), Odon († 1102), futuro Bispo de Asti; quatro deles morreram antes da mãe, de novo viúva em 1059.
     Digna neta de Arduino de Ivrea, seu bisavô, que em 976 expulsou os sarracenos do Vale de Susa, Adelaide passou a maior parte da adolescência entre as armas, vendo as guerras e os massacres de perto, vestindo ela também sua armadura e usando armas.
     Apesar de ser bela, considerava a beleza e a riqueza como coisas transitórias, avaliando as virtudes como a glória duradoura. Dotada de um temperamento forte, não protelava, caso necessário, punir a corrupção em grandes personagens da região, incluindo até mesmo os bispos, enquanto premiava magnanimamente as ações nobres e as atividades beneficentes. Acolhia na sua corte menestréis e trovadores, mas queria que suas canções sempre fossem usadas para incitar à virtude, à religião e à piedade.
     Fundou em suas propriedades muitas igrejas e mosteiros que se tornaram depois centros de divulgação do patrimônio de estudos e de história; mandou restaurar a igreja de São Lourenço em Ouls (Turim), que como muitas outras havia sido destruída pelos sarracenos.
     Sua proteção a muitos mosteiros fundados no Piemonte, Valle d'Aosta e Saboia era tal, que São Pedro Damião († 1072), Bispo e Doutor da Igreja, seu contemporâneo, pode dizer: "Sob a proteção de Adelaide os monges vivem como pintainhos sob as asas da galinha".
     Ela era amada pelos italianos da época, que geralmente a chamavam de "a Marquesa dos Alpes", foi estimada por seus súditos e temida pelos seus adversários. Nos longos anos de viuvez, foi capaz de manter o poder com notável habilidade e sabedoria, de modo que o já mencionado São Pedro Damião escreveu a ela: "Tu, sem a ajuda de um rei, sustentas o peso do reino, e a ti recorrem aqueles que desejam adicionar às suas decisões o peso de um julgamento legal. Que Deus Todo-Poderoso te abençoe e a teus filhos de índole régia".
     Infelizmente, seus filhos que tanto amava foram para ela as dores mais fortes, porque os viu morrer ainda jovens, exceto o último, o Bispo Odon. Além disso, a filha Berta (1051-1087) foi protagonista involuntária da agitação política que varreu o império da Alemanha e o Papado. Seu marido, Henrique IV (1050-1106), imperador do S. R. I., rei da Alemanha, da Itália e Duque da Franconia, que ela havia desposado com quinze anos em 13 de julho de 1066, por seu caráter vicioso e tirânico, começou a hostilizar a casta donzela, agindo com grosseria, fazendo armadilhas para desacreditá-la e assim poder se livrar dela. Eclodiu uma tal hostilidade, que levou a pobre Berta a recolher-se na Abadia de Lorscheim, aguardando os acontecimentos.
     Henrique IV convocou um Concílio em Mainz para discutir o seu pedido de divórcio, contra o parecer de sua mãe, a imperatriz Agnes, ela também retirada em um mosteiro.
     O papa enviou como seu representante o Cardeal Bispo de Ostia, São Pedro Damião, que na discussão que se seguiu brilhantemente argumentou em favor da jovem Berta, convencendo todos os acusadores​​.
     A reação de Henrique IV foi grande, e não temendo a aversão dos súditos, continuou em seus propósitos e no final recebeu a excomunhão do Papa São Gregório VII (Hildebrando de Soana, † 1085).
     Apesar de ter sofrido muito com o marido ímpio, Berta mostrou ter um espírito elevado, incitando-o, com a ajuda de sua família no Piemonte, a ir pedir perdão ao papa. Adelaide, por intercessão da filha, concordou em acompanhar o ingrato genro até o papa, que era hóspede da Condessa Matilde em seu Castelo de Canossa (Reggio Emilia), acompanhada por seu filho Amadeu II.
     O imperador humilhado deveu muito mais a esta enérgica mulher do que à Condessa Matilde se o Papa Gregório VII concedeu termos e condições duras, mas viáveis, removendo a excomunhão, que havia resultado da desobediência do súdito. Entretanto, a humilhação foi grande o suficiente para entrar para a História, porque Henrique IV foi deixado por três dias fora do Castelo de Canossa no auge do inverno antes de ser recebido pelo papa. Isto ocorreu em 1077.
     Omitimos aqui a continuação da história de Berta e Henrique que voltaram para a Alemanha, e retornamos para a história de Adelaide, que neste caso doloroso da filha amada foi capaz de obedecer e honrar o Papa e não se indispôs com o Imperador, desintrincando entre as duas autoridades distintas, uma espiritual e outra temporal em luta aberta pelas investiduras eclesiásticas.
     Depois disto, Adelaide teve que agir como mediadora em uma disputa entre os seus dois genros: o mesmo Henrique IV e Rodolfo, Duque da Suábia, marido de sua outra filha, Adelaide.
     Nos últimos anos de sua vida, embora muito idosa, manteve sempre a mente lúcida; deixando todos os cuidados de governo ao seu sobrinho Humberto II, retirou-se primeiramente em Valperga aonde às vezes ia de pés descalços ao pequeno mosteiro de Colberg, distante apenas duas milhas, para honrar a Mãe de Deus venerada ali; o mosteiro mencionado tomou depois o nome de Belmonte.
     Sobre o fim da Marquesa Adelaide de Susa existem hipóteses conflitantes de vários estudiosos: o mais confiável é que depois de Valperga ela se mudou para uma pequena aldeia, Canischio (TO), talvez para fugir da peste, morreu ali, e foi sepultada na igreja São Pedro em 19 de dezembro de 1091.
     O testemunho de um estudioso diz que em 1775 lhe foi apresentado na igreja paroquial de Canischio o seu "mesquinhíssimo túmulo" em um estado de abandono que refletia o estado de vida modesta de seus últimos anos.
     A igreja mencionada foi destruída e de seu túmulo não há qualquer vestígio. Outra hipótese dos historiadores é que seus restos mortais foram transportados de Canischio para a Catedral de São João Batista em Turim, mas também ali não há pistas de seus despojos.

São Filogônio, bispo e confessor


   “Bispo de Antioquia, era advogado, mas foi chamado, por inspiração divina a governar essa Igreja. Em colaboração com o bispo Santo Alexandre e seus companheiros, abriu a primeira luta contra Ario, em defesa da fé católica. 
   Dele São João Crisóstomo fez o seguinte elogio: ‘Foi ele retirado do tribunal para ser colocado na Sé episcopal. Enquanto fora advogado, defendia os oprimidos contra os opressores; tornando-se Bispo, protegeu os cristãos contra os ataques do demônio” (do Martirológio Romano – Monástico).


São Domingos de Silos, Abade


São Domingos de Silos nasceu em Canhas, pequena cidade da Rioja, Espanha, no ano 1000. Vivia na mais completa solidão há quase 18 anos, quando resolveu procurar Santo Emiliano e tornou-se noviço. Durante a sua caminhada, restaurou o Mosteiro de Silos que havia sido arruinado pelas guerras árabes. Restaurou também o priorado de Santa Maria de Canãs. Foi nomeado prior do convento de São Millán.
García de Nájera perseguiu São Domingos até que o exilou do Mosteiro de São Millán para Burgos, onde foi recebido por Fernando Magno, rei de Castela e de Aragão. Os historiadores contam também que São Domingos libertou muitos escravos cristãos caídos nas mãos dos mouros. Era muito culto, tendo exercido grande influência política e religiosa, fazendo parte dos homens mais versados em ciências e letras. Foi fundador de uma biblioteca, onde se reuniram numerosos manuscritos em caracteres visigóticos.
São Domingos de Silos morreu no dia 20 de Dezembro de 1073, em Silos.