sábado, 15 de setembro de 2012

Santa Catarina de Gênova, mística

 

             Catarina nasceu em 1447. Aos 12 anos teve a primeira visão do amor de Deus, na qual Jesus dividiu com ela alguns sofrimentos da sua Santa Paixão. Aos 13 anos decidiu abraçar a vida religiosa no convento das irmãs de Nossa Senhora das Graças, onde sua irmã Limbania era já uma religiosa. Falou com o diretor da Ordem, mas não aceitavam meninas muito jovens na congregação. Isto causou uma forte ferida no coração de Catarina, mas não perdeu a sua fé no Senhor.
             Aos 16 anos se casou com Juliano Adomo; matrimonio não por amor, mas por oportunismo político a qual foi submissa. Os primeiros anos foram tristes e desolados devido ao caráter difícil do marido. Catarina conseguiu superar a crise, depois da visão de Cristo que espalhava sangue e daquele momento
ela se dedicou ao exercício da caridade.
             Depois, o Nosso Senhor durante uma outra aparição, fez reclinar a cabeça de Catarina no seu peito, dando-lhe a graça de poder ver tudo através dos seus olhos e sentimento através do Seu coração traspassado.
            Sempre demonstrou grande reverência e amor pela Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, o seu espírito permaneceu sempre recolhido, sobretudo recebendo a sagrada comunhão, muitas vezes lhe aconteceu de cair em êxtase e chorando orava Deus de perdoar os seus pecados.
             A penitência que Catarina praticou era muito forte, tão forte que o nosso Senhor em uma ocasião lhe ordenou que cessasse de praticar estas mortificações e penitência tão severas e a isto, ela obedeceu.
             Santa Catarina de Genova foi uma santa dotada por Deus de excepcionais graças e foi classificada uma das maiores místicas.
            Da sua experiência pessoal de purificação nasceu o seu brilhante "Tratado do Purgatório". Foi determinante o seu influxo na vida eclesial do seu tempo, com o movimento do divino amor
inspirado por ela, sobre a espiritualidade moderna através da escola francesa dos séculos XVI-XVII que trouxe muita admiração por ela.
             Catarina morreu consumada pelo fogo do amor no dia 14 de setembro de 1510, dia da Exaltação da Cruz. O seu corpo foi sepultado no hospital onde serviu por mais de 40 anos.

Beato Paulo Manna, sacertode e fundador

 


            O Beato Padre Paolo Manna nasceu a Avelino (Itália), no dia 16 de janeiro de 1872. Depois de ter freqüentado a escola primária à Nápoles e o ginásio técnico a Avelino, continuou os seus estudos a Roma. Enquanto freqüentava a Universidade Gregoriana para os estudos de Filosofia, seguindo o chamado do Senhor, em setembro de 1891, entrou no Seminário do Instituto para as Missões Estrangeiras em Milão, para o curso de Teologia. Foi Ordenado sacerdote no dia 19 de maio de 1894, na Catedral de Milão.
            Em 27 de setembro de 1895 partiu para a Missão de Toungoo, na Birmânia Oriental, onde trabalhou em três períodos durante uma década até que, em 1907, repatriou-se definitivamente, por uma grave enfermidade.
            De 1909 em diante, por mais de quarenta anos, dedicou-se com todas as suas forças, mediante os escritos e as suas obras, à difusão da idéia missionária no meio do povo e do clero. Para «resolver do modo mais radical possível o problema da cooperação dos católicos no apostolado» fundou, em 1916, a União Missionária do Clero, elevada ao título de «Pontifícia» em 1956. Hoje, ela está presente em todo o mundo católico e inclui nas suas fileiras, seminaristas, religiosos, religiosas, leigos e leigas.
            Diretor de «Le Missioni Cattoliche» em 1909, em 1914 fundou «Propaganda Missionária», folheto popular de vastíssima difusão e, em 1919, «Itália Missionária», dedicada à juventude.
           A pedido da Sagrada Congregação «de Propaganda Fide», para um maior desenvolvimento missionário do Sul da Itália, Padre Paolo Manna abriu a Ducenta (Caserta) o Seminário Meridional «Sagrado Coração», para as Missões Estrangeiras, projeto que ele encorajava desde há muito tempo.
            Em 1924 foi eleito Superior-Geral do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão, que em 1926, pela união com o Seminário Missionário de Roma, por vontade de Pio XI, se tornou o Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (P.I.M.E.).
            Por mandato da Assembléia Geral do P.I.M.E. (1934), em 1936 participou em primeira linha na fundação das Missionárias da Imaculada.
             De 1937 a 1941, a Sagrada Congregação «de Propaganda Fide» nomeou-o chefe do Secretariado Internacional da União Missionária do Clero.
             Quando em 1943 foi erigida a Província Meridional do P.I.M.E., Padre Paolo Manna tornou-se o seu primeiro Superior, transferindo-se assim para Ducenta, onde fundou «Venga il tuo Regno», publicação missionária para as famílias.
             Padre Paolo Manna escreveu vários opúsculos e livros famosos, que deixaram uma marca duradoura, como «Operarii autem pauci», «I Fratelli separati e noi», «Le nostre Chiese e la propagazione del Vangelo» e «Virtù Apostoliche». Formulou propostas inovadoras acerca dos métodos missionários, percorrendo o Concílio Vaticano II. Destas obras permanece, sobretudo, o exemplo de uma vida inteiramente animada por uma paixão missionária total, que nenhuma provação ou doença, por mais que o tenha feito sofrer, jamais diminuiu. G. B. Tragella, seu primeiro biógrafo, definiu-o justamente como «uma alma de fogo». O seu lema, que o acompanhou até o fim, era este: «Toda a Igreja, para o mundo inteiro!».
             Padre Paolo Manna faleceu à Nápoles, no dia 15 de setembro de 1952. Os seus restos mortais repousam a Ducenta, no “seu Seminário”, que em 13 de dezembro de 1990 foi visitado pelo Papa João Paulo II.
            Tendo iniciado à Nápoles, em 1971, os procedimentos para a Causa de Beatificação concluíram-se a Roma, no dia 24 de abril de 2001, com o decreto pontifício sobre o milagre atribuído ao Beato.

Bem-aventurado Antonio Maria Schwartz, sacerdote e fundador


Anton, para nós Antônio, nasceu na humilde e cristã família Schwartz, no dia 28 de fevereiro de 1852, em Baden, Áustria, quarto de treze filhos. Seu pai era um simples operário, sem profissão definida, enquanto sua mãe cuidava da casa e dos filhos, que estudavam na escola paroquial daquela cidade.
Aos quinze anos, ficou órfão de pai, vivendo uma grave crise pessoal, que durou dois anos. Em 1869, recuperado, foi estudar na escola popular gratuita dos padres piaristas. Lá, conheceu a obra do fundador, são José Calazans, tornando-se um seu devoto extremado.
Mas três anos depois as atividades das escolas pias e da própria Ordem foram suspensas na Áustria. Para completar sua formação, ingressou no seminário diocesano, pois queria seguir a vida religiosa. Nessa época, passou por duas graves enfermidades, ambas curadas, segundo ele, por intercessão de Nossa Senhora.
Em 1875, ordenou-se sacerdote e assumiu o segundo nome. Padre Antônio Maria Schwartz foi capelão por quatro anos, depois viajou para Viena, para promover assistência espiritual aos doentes nos hospitais das Irmãs da Misericórdia de Schshaus. Além disso, começou a orientar, na religião, os operários e os jovens aprendizes em formação profissional. Tomando como base suas raízes humildes, percebeu as necessidades desses operários.
Para proporcionar-lhes apoio e orientação, fundou a "União dos Aprendizes Católicos sob a Proteção de São José Calasanz", empreendendo uma intensa atividade pastoral. Sem, contudo, abandonar a assistência que prestava aos doentes nos hospitais.
Após quatro anos, pediu ao cardeal de Viena que apoiasse essa Obra, mas o cardeal mostrou que não tinha recursos para financiá-la. Por isso padre Antônio Maria adoeceu literalmente, tanto que precisou dos cuidados das irmãs da Misericórdia. Dois anos. Esse foi o tempo necessário para o cardeal dar seu apoio e sua ajuda, permitindo que ele ficasse apenas com o apostolado junto aos operários e aprendizes.
Padre Antônio Maria recuperou o entusiasmo e, com total dedicação, em 1888, fundou o "Artesanato cristão", um jornal para os artesãos e operários, que escreveu, durante um longo tempo, sozinho. Também buscou e conseguiu os meios para construir a primeira "igreja para os operários de Viena", um templo humilde e escondido pelas casas populares. Foi nessa igreja que, para melhor assisti-los, fundou a "Congregação dos Pios Operários", adotando as Regras de são José de Calasanz, ainda hoje florescente.
Ele vivificou sua Obra com valentia cristã durante quarenta anos. O "Apóstolo Operário de Viena", que dividia opiniões, permaneceu sempre fiel a si mesmo e à Igreja de Cristo. Seus passos foram corajosos e chegou ao Parlamento, para cosneguir  lugares de formação profissional para os jovens e para o justo repouso dominical dos operários.
Morreu em 15 de setembro de 1929, em Viena, Áustria.
O papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado Antônio Maria Schwartz em 1998, designando a data da morte para a homenagem litúrgica.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Santo Alberto de Castro Gualteri, bispo e mártir

           


           Alberto nasceu de uma família nobre, em Castro-di-Gualteri, na Diocese deParma, cerca do ano 1150.
           Tendo sido destinado desde a infância às letras, fez grandes progressos nas artes liberais e no estudo das leis; mas não foram menores os que fazia na piedade. Ainda jovem, entrou no Mosteiro de Santa Cruz de Mortara, sede de uma Congregação de Canônicos Regulares, onde se instruiu na Lei de Deus. Apenas feita a sua profissão,  foi eleito Prior da Comunidade no ano de 1181.
            Três anos depois, foi escolhido para ocupar a Sé Episcopal de Borbbio, mas sua modéstia  o fez imaginar mil dificuldades, que deviam servir para prolongar a resistência, que opunha à sua eleição. Durante este tempo vem a vagar a Sé de Verceil e, como ele não se consagrou Bispo de Babbio, foi obrigado a aceitar a Sé de Verceil. Governou esta Diocese durante 20 anos, com uma vigilância e capacidade extraordinárias.
            Ensinou ao povo, tanto pelos exemplos  de sua vida, como pelos seus discursos; reformou os costumes de seu clero e dos seus diocesanos. Muitos tinham vergonha de permanecer na desordem, vendo o seu Pastor tão humilde, tão moderado, tão casto, tão austero consigo mesmo, tão caritativo, tão liberal, tão compadecido com todos, particularmente com os mais pobres, tão exato nos ofícios divinos, tão aplicado à pregação.
            Bem  que sua solicitude principal fosse o bem espiritual de seu Bispado, não deixou de trabalhar no procurar para ele diversos proveitos temporais. Resgatou-o de suas dívidas, que foram grandes e muito pesadas; aumentou-lhe os rendimentos; ornou-o de novos edifícios; defendeu-o e afirmou seus direitos; e como ele era não menos hábil jurisconsulto e canonista que bom teólogo, não perseguia coisa alguma, cuja justiça não conhecesse perfeitamente; e suas pretensões foram sempre coroadas de sucesso.
            Tendo falecido, no princípio do ano de 1203, o Patriarca de Mônaco, florentino de nascimento, homem sábio e virtuoso, anteriormente  Arcebispo de Cesaréa, o Cardeal Soffredo, que acabava de chegar à Palestina, como Delegado Apostólico, foi eleito Patriarca de Jerusalém pelo clero e o povo, com consentimento de El-Rei e a aprovação dos Bispos sufragâneos.
            Mandaram delegados à Roma para obter a sua confirmação do Papa Inocêncio III com o Pálio. O Papa tendo deliberado, mandou que persuadissem  ao Cardeal aceitar o cargo, se fosse possível, mas que não o obrigassem à força. Ele mesmo o convidou por carta, a não recusar o governo de uma Igreja onde o Senhor Nosso mesmo tanto tinha sofrido. O Cardeal, que antes tinha recusado, aceitou-o pelas instancias  do Papa; e existe uma carta do  Cardeal que se intitula: o humilde Patriarca de Jerusalém e delegado indigno da Sé Apostólica; mas ele resignou pouco depois e obteve que se fizesse uma nova eleição.
            Todos deliberaram então eleger Santo Alberto, Bispo de Verceil para o levarem consigo da Europa, foram mandados delegados, cujo superior foi Raimerio, florentino de nascimento, que tinha sido Prior do Santo Sepulcro e atualmente o era em Joppe. Ele obteve o consentimento do Papa, com uma carta para Alberto, de 18 de fevereiro de 1204 em que diz entre outras coisas: “O Prior e os Canônicos do Santo Sepulcro compareceram à nossa presença e nos representaram, que nosso bem-amado irmão Soffredo, não podendo ser persuadido de consentir na sua eleição, se reuniram e vos elegeram Patriarca”.
           Bem-Aventurado Alberto aquiesceu humildemente às instâncias do Papa. Veio à Roma, foi transferido à Sé Patriarcal de Jerusalém, e recebeu, não só o Pálio, mas também a autoridade de Delegado Apostólico na Palestina por 4 anos, como o Papa testemunha numa carta de 16 de junho do ano seguinte de 1205. Alberto voltou, para regular os negócios da Sé Episcopal de Verceil, e para providenciar sobre um sucessor seu; depois embarcou num navio renoves para a Terra Santa, onde aportou no ano de 1206.
           Enquanto as revoluções políticas transtornavam os impérios, e os tremores de terra derrubavam as nações e os reinos, os pobres eremitas viviam  sossegados no cume do Monte Carmelo. Esta cadeia de Montanhas , que junta a planície à Palestina, na Cordilheira do Líbano, oferece naturalmente solidões favoráveis à contemplação.
           Elevado acima da terra e do mar, no meio de impérios, de reinos, de nações e povos, que não existem mais, inacessível à tempestades das guerras humanas, o solitário do alto de seus rochedos, do fundo de suas grutas, contempla seguro as tempestades freqüentes, que agitam o mar ao longe. Era lá que o profeta Elias antes de ser arrebatado ao Céu, num carro de fogo, gostava de retirar-se para entreter-se com Deus.
           Era lá que o profeta Eliseu habitualmente morava com os filhos ou discípulos dos profetas, verdadeiros Cenobitas da Antiga Lei.
          O Santo Patriarca tendo chegado à Palestina, os Eremitas do Monte Carmelo, pediram-lhe uma Regra escrita e adaptada ao fim de sua Instituição, que ele lhes deu cerca do ano 1209.
          Santo Alberto, cuja Festa a Nossa Ordem celebra no dia 8 de abril, morreu aos 14 de setembro de 1214. O nosso Breviário  lhe dá só o título de Confessor;  mas há historiadores que atestam que ele morreu Mártir.
          Dizem eles dispondo-se o Santo para assistir ao Concílio de Roma, se via obrigado a repreender por causa de suas desordens um Lombardez. Em vez de aproveitar de suas paternas exortações, o miserável  o matou com uma facada, no dia da Exaltação da Santa Cruz, durante uma procissão, na Vila de São João D”Acre; e assim Alberto tomou vôo para o  Céu, decorado com a palma virente e a corôa rubra do Martírio.

Santa Notburga de Eben, doméstica

          


           Nasceu em 1265 em Rattenberg (Tirol Norte). Foi doméstica e cozinheira no vizinho Castelo de Rottenburg.
            Filha de uma família de lavradores sem fortuna do Tirol, foi educada nos princípios católicos. Aos dezessete anos foi admitida como cozinheira no palácio do Conde Henrique de Rottenburg. Henrique e Jutta, sua esposa, grandes esmoleres, designaram Notburga como sua despenseira para com os pobres que chegavam a toda hora em seu palácio. Ela distribuía generosamente aos pobres tudo aquilo que sobejava da mesa dos patrões. Ela também doava aos pobres o seu próprio alimento, especialmente às sextas-feiras.
            Seis anos viveu com os condes; com a morte deles tudo mudou para Notburga. Otília, a nova condessa, a maltratou de mil modos, e por fim a expulsou de sua casa. Mas, Otília ficou mortalmente enferma e Notburga cuidou dela e a preparou para a morte.
            Notburga depois passou a trabalhar para os agricultores do vale do Eben. Ali realizou um milagre para que os trabalhos nos campos terminassem após o toque dos sinos das Vésperas do sábado – que segundo o costume medieval indicava o início da festa dominical –, para que os camponeses pudessem se dedicar à oração e aos trabalhos da casa.
            Depois do falecimento de Otília, seus filhos, que herdaram seus bens e eram católicos piedosíssimos, acolheram a jovem, que voltou a trabalhar como cozinheira no castelo. Novamente despenseira dos pobres, continuou suas atividades caritativas até sua morte.
            Notburga faleceu em 14 de setembro de 1313 no Castelo de Rottenburg. Um pouco antes de sua morte ela dissera ao seu senhor para colocar seu corpo em uma carroça puxada por dois bois, e para enterrá-lo onde os bois parassem. Os bois dirigiram a carroça para a Capela de São Roberto, em Eben am Achensee, onde ela foi sepultada.
            A Santa é invocada como modelo e patrona da juventude rural, e venerada como patrona dos camponeses e das domésticas. O seu culto se difundiu no Tirol, Áustria, Ístria, Baviera e foi confirmado pelo Papa Pio IX com decreto de 27 de março de 1862.
            Não existem documentos contemporâneos que mencionem sua vida, somente um texto muito antigo, em alemão, pintado a óleo sobre madeira, que adornava o túmulo de Notburga em Eben am Achensee, e se perdeu.
            Este texto, que foi transcrito para o latim e é conservado no Museu Ferdinandeum de Innsbruck, narra numerosos milagres e prodígios que aconteceram depois de sua morte. A iconografia que a representa é numerosa e a mostra como um dos seus símbolos: a foice. Segundo a legenda, diante da insistência de um camponês em continuar a trabalhar após o toque do sino, Notburga lançou a foice para o alto, e ela ficou suspensa no ar.
            Notburga foi alvo de um culto notável nos séculos seguintes, eram numerosos os peregrinos que iam venerar seu túmulo e levavam um pouco de terra do cemitério consigo para usá-la contra as doenças que afligiam homens e animais.
            A igrejinha de Eben onde ela estava sepultada foi ampliada em 1434 e em 1516, e embelezada com o apoio do imperador Maximiliano I de Habsburg. Em 1718 as suas relíquias foram recompostas, segundo o uso da época, revestidas com seda, ouro e prata, e colocadas no altar mor em posição vertical e ali estão ainda hoje.

Eben am Achensee


São Materno de Colônia, bispo



É conhecido apenas como o primeiro bispo da história cristã da cidade de Colônia, na Alemanha. Desde o século IV, criou-se uma tradição cristã, na cidade de Trier, na Alemanha, segundo a qual Materno teria vindo da Palestina. E não é só isso: o próprio apóstolo Pedro é que o teria enviado para divulgar o Evangelho ao mundo germânico.
Essa tradição fazia de Trier a primeira sede episcopal cristã da Alemanha, portanto dotada de jurisprudência sobre as demais, por uma questão de antigüidade.
A figura de Materno, o bispo de Colônia, é, de fato, muito importante para a história da Igreja, que já estava liberta das perseguições externas, graças ao imperador Constantino. Mas a Igreja continuava exposta às divisões internas dos cristãos, que, insistentemente, prejudicavam a si próprios.
Materno é um de seus pacificadores, convocado a deixar a Alemanha para resolver um grande conflito nascido no norte da África: o cisma donatista. Liderados pelo bispo Donato, esse grupo de radicais tinha uma visão extremamente elitista, era totalmente contrário às indulgências e pregava a segregação dos bons cristãos daqueles infiéis e traidores.  
Os donatistas consideravam traidores os cristãos que, por medo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, haviam renegado a fé e entregado os livros sagrados às autoridades romanas. Até mesmo negavam-se a aceitar a re-inclusão dos sacerdotes que haviam agido dessa maneira, bom como a inclusão de novos sacerdotes, caso também tivessem sido considerados, anteriormente, indignos. E por isso os donatistas de Cartago não reconheciam o novo bispo, Ceciliano, porque um dos bispos que o consagraram havia renegado à fé, durante as perseguições.
Chamado para arbitrar, o imperador Constantino, em 313, escreve ao papa Melquior, de origem africana, para convocar o bispo Ceciliano, bem como outros, favoráveis ou não à sua questão, para uma decisão final, imparcial. E ainda o informa que os bispos Materno, da Alemanha, Retício e Martino, da França, já estavam a caminho de Roma. O imperador Constantino, obedecendo às suas conveniências políticas, promoveu um ato incisivo no colegiado eclesiástico, afiançando o caso africano também aos bispos da Alemanha e da França.
Mais nada se sabe de Materno depois dessa importante missão em Roma, que se concluiu com a sentença favorável ao bispo Ceciliano. Mas o cisma não terminou, mesmo contando, também, com a notável presença de santo Agostinho, bispo de Hipona.
Entretanto, em Trier, a fama de santidade de seu primeiro bispo fez a figura de Materno tomar vulto e a população começa a venerá-lo. Ao longo dos séculos, a catedral de Trier, que abriga as relíquias de são Materno, foi reconstruída e, hoje, podemos ver o grau de devoção dos fiéis estampado nos vitrais desse templo. Seu culto foi autorizado pelo Vaticano, em conseqüência dessa devoção secular e ainda presente nos fiéis.


Catedral de São Pedro, em Trier, Alemanha


A catedral à noite

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Beato Mariano de Jesús Euse Hoyos

 
 
Nasceu em Yarumal (Colômbia), a 14 de Outubro de 1845. Os primeiros estudos foram feitos no seio da própria família, pois os seus pais não confiavam no ensino das escolas públicas, que eram hostis à Igreja. Quando aos 16 anos se manifestou o desejo de ser sacerdote, ele foi confiado à solicitude do seu tio, pároco de Girardota, que lhe deu as primeiras orientações para a vida sacerdotal. Depois de ter freqüentado o Seminário de Medellín, recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 14 de Julho de 1872.
Iniciou o ministério na paróquia de São Pedro, como coadjutor de seu tio, sendo posteriormente transferido para Yarumal e, em seguida, para a Paróquia de Angostura, onde ajudava o pároco já idoso.
Padre "Marianito", como era afetuosamente chamado, enfrentou então muitas dificuldades para concretizar o seu plano de trabalho: a construção de uma nova igreja, os perigos da guerra civil que o obrigou a refugiar-se nas montanhas. Foi depois nomeado Pároco dessa localidade e ali permaneceu até a sua morte, ocorrida a 13 de Julho de 1926.
O seu apostolado era totalmente dedicado ao bem das almas, como um diligente conselheiro e pai espiritual, mestre esclarecido e testemunha fiel do amor de Cristo. A sua vida era muito pobre, austera e mortificada, não se poupando para atender pastoralmente os seus paroquianos: crianças, jovens, adultos, famílias em geral e camponeses, suscitando em todos o desejo de viverem com sinceridade a própria fé. A sua fama de santidade já se difundira na região, e com isto todo o trabalho produzia bons frutos. Tendo adoecido gravemente, costumava dizer:  "Já vivi bastante. Agora o meu maior desejo é unir-me ao meu Jesus."