sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Oração a Santa Catarina de Alexandria




 Proteção contra acidentes
Ó Santa Catarina, vós quebrastes a roda da engrenagem das mãos dos torturadores e por isto sois invocada como protetora contra os acidentes; eu vos peço, protegei-me de todo e qualquer acidente. Acidentes de trânsito, acidentes com arma de fogo, acidentes de quedas e tombos, acidentes a pé e a cavalo, acidentes com instrumentos de trabalho, acidentes com venenos e agrotóxicos, acidentes com máquinas e explosivos, acidentes de mordidas de cobras ou aranhas, acidentes em casa, na estrada, na roça, no campo ou no mato. Protegei meu corpo de todo e qualquer perigo que a cada instante estou sujeito a enfrentar. Defendei também a minha alma contra os perigos espirituais, que são tantos, em toda parte. Santa Catarina, protegei-me e salvai-me. Amém !

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.


Auxílio aos estudantes


Santa Catarina de Alexandria, que tivestes uma inteligência abençoada por Deus, abre a minha inteligência, faze entrar na minha cabeça as matérias de aula, dá-me clareza e calma na hora dos exames, para que possa ser aprovado(a). Eu quero aprender sempre mais, não por vaidade, nem só para agradar aos meus familiares e professores, mas para ser útil a mim mesmo, a minha família, à sociedade e à minha Pátria. Santa Catarina de Alexandria, conto contigo. Conta também tu comigo. Eu quero ser um(a) bom(a) cristão(a) para merecer a tua proteção. Amém

São Pedro, bispo de Alexandria



No século III foi um dos períodos mais trágicos da cristandade o drama da perseguição e extermínio de cristãos.
O vilão desse drama era o imperador romano, tirano, cruel e violento. Defender o cristianismo, naqueles tempos, era atrair para si a ira dos poderosos, no mínimo a prisão e o trabalho escravo, quando não o exílio e, quase sempre, a morte. E assim, como o Povo de Deus nunca temeu sacrificar-se em nome da fé em seu Redentor, foi um tempo em que floresceram milhares de mártires.
Personalidades da maior relevância pela inteligência, cultura e santidade perderam a vida em defesa de sua fé cristã, combatendo a ignorância pagã, instrumento de domínio dos mandantes. Com Pedro, não fugiu a regra, patriarca de Alexandria, que foi consagrado no ano 300. Era admirado por todos de seu tempo, por seu vasto saber científico e filosófico e pelo profundo conhecimento das Sagradas Escrituras.  
Sob seu domínio estavam as igrejas do Egito, da Tebaida e da Líbia, todos territórios de muita perseguição aos cristãos. Mas quanto maior o perigo, mais firmeza demonstrava Pedro. Consolava os perseguidos, acolhia e protegia os que mais sofriam, dava exemplos diários de coragem e perseverança.
O patriarca Pedro de Alexandria não enfrentou somente as feras do paganismo. Também teve de lutar contra as forças opositoras que surgiram dentro da própria Igreja cristã, corroendo-a internamente. Enfrentou tudo com tolerância e benevolência, mas com firmeza. Apenas exigiu que os bispos vivessem com o mesmo rigor a fé cristã e a mesma retidão de caráter e disciplina de vida que ele próprio se impunha, não almejando, apenas, posição e os bens materiais.
Os bispos Melécio e Ário logo começaram um movimento radical contra ele, visando o seu afastamento e o seu posto episcopal. Pedro, então, convocou um Concílio e ambos foram afastados da Igreja. Aí começou a verdadeira guerra contra o patriarca.  
Os bispos que foram afastados negaram-se a reconhecer o poder do Concílio, continuaram suas atividades episcopais e, em represália, passaram a pregar contra a Igreja. Isso causou um cisma na Igreja, isto é, uma divisão que durou cento e cinqüenta anos e que ficou conhecido como o "Cisma Meleciano".
Denunciado por Ário, Pedro acabou sendo preso e condenado à morte; e o imperador aproveitou-se da situação para eliminar aquela incômoda liderança e autoridade católica.
A tradição conta que, na véspera da execução, Cristo apareceu-lhe numa visão, na forma de um menino que tinha a túnica rasgada de alto a baixo. Disse-lhe que o responsável por aquilo era Ário, que dividira sua Igreja ao meio. Assim, antes de morrer, ele viu sua doutrina confirmada.
Foi decapitado em 25 de novembro de 311 por opor-se ao cisma de Melécio e pela fé em Cristo.

Santa Catarina de Alexandria, virgem e mártir


A vida e o martírio de Catarina de Alexandria são sem dúvida uma das santas mais populares da Historia da Igreja, universalmente venerada.
Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito.
Tinha recebido de Deus o dom da sabedoria. Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos.
Nestes tempos o imperador romano Maximino, era um terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz.
Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo com sua sabedoria. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.
Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo específico.
Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.
Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.
Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Santo André Dung-Lac e companheiros, "Mártires do Vietnã"

  

         De acordo com o Martirológico Romano-Monástico, eram cristãos convertidos no século XVI pelos missionários dominicanos que começaram a difundir o Evangelho no Vietnã, e foram martirizados porque eram acusados de estarem introduzindo no país uma religião estranha.
A evangelização do Vietnã teve seu início no século XVI, através dos missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. Foram quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões de pouca luminosidade. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio.
Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Neste dia, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, sendo um exemplo maior destes mártires da Igreja Católica no Vietnã.  
Foi ordenado sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: "Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer". Acabou sendo decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.  
Após um período de calma, que durou cerca de setenta anos, à Igreja conseguiu se reorganizar em numerosas dioceses, que reuniam centenas de milhares de fiéis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo a aquele País.
Em 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo e matando bispos, sacerdotes e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, à morte.  
No entanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto maior a perseguição maior se tornou o fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires.
O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.

 

Mártires do Vietnã



Martírio de São José Marchand, 1835



Martírio de São Pedro Borie, 1838



Martírio de Santo Agostinho Schoeffler,  1851




Santa Felicidade e sete irmãos


Eles viveram nos tempos do imperador Antonino e foram presos e mortos todos juntos no ano 165, em Roma. Não se encontram informações muito precisos, entretanto são os dados registrados nas "Atas" sobre este martírio coletivo. Este não teria sido o único caso de uma mãe que recebeu a pena capital juntamente com os filhos. Há, por exemplo, o caso dos "sete irmãos Macabeus", de que fala a Sagrada Escritura no capítulo sete do segundo livro dos Macabeus.
Além disso, quanto a esta mártir, consta que o próprio papa são Gregório Magno teria encontrado uma gravura mural que representava esta mãe, de nome Felicidade, rodeada por sete jovens, numa das catacumbas de Roma.  
A tradição conta que Felicidade era uma rica viúva que foi acusada de ser cristã pelos sacerdotes pagãos ao imperador. Públio que era prefeito de Roma, ficou encarregado do seu julgamento. Começou o interrogatório somente com Felicidade, todavia não obteve resultado algum. No dia seguinte, mandou conduzir a mãe e os sete filhos para adorarem os deuses pagãos. Mas Felicidade exortou os filhos a que não fraquejassem na fé. O juiz, então, condenou mãe e filhos à morte.
Através das "Atas" é possível saber todos os seus nomes e a forma de martírio de cada um. Nela, eles estão citados como "os sete irmãos mártires": Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial. Januário, após ser açoitado com varas e ter padecido no cárcere, foi morto com flagelos de chumbo. Félix e Filipe foram espancados e mortos a golpes de pau. Silvano foi jogado num precipício. Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados. 
Apesar de saberem que sofreriam muito antes de morrer, todos mantiveram a firmeza na fé e não renegaram o Cristo. A última a morrer, por decapitação foi Felicidade, que sofreu muitas torturas até a execução no dia 23 de novembro.
A tradição cristã reverência todos estes santos mártires na mesma data

Santo Columbano, abade


Os monges irlandeses foram grandes viajantes, indo para longínquas terras impulsionados pelo desejo de pregar o Evangelho. Assim a Irlanda doou à Europa da idade média inúmeros monges missionários que espalharam e fizeram crescer a Igreja cristã, e que foi catequizada por são Patrício no século V. Da "ilha dos santos" para a Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem à chamada "peregrinação pelo Senhor". Além de expandir muito as regiões de fé cristã, colaboraram para a renovação cultural do velho continente. Um monge proeminente foi Columbano, nascido no ano 540 na cidade de Leinster.
Columbano era um nobre muito rico, culto e dotado de inteligência incomum. Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois, estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, considerado o de regras mais rígidas de todo país. Teve como guia espiritual o próprio abade, santo Comgall. Passou décadas e mais décadas de ilha em ilha, onde os mosteiros cresciam. Ele mesmo fundou um em Bangor, que se tornou famoso, e por uma década, foi professor dos noviços.
 Aplicado e dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. Aos cinqüenta anos, deixou seu país para atuar como missionário, acompanhado de outros doze monges. E passou para a história da Igreja por sua presença de visionário reformador e fundador de mosteiros, dono de uma singular personalidade que unia vigor e poesia, determinação férrea e descuidada improvisação, e principalmente, pela rigidez das regras de disciplina imposta aos monges dos seus mosteiros. 
Em 590, entrou na Europa decadente daqueles tempos medievais, entrando pela França, onde fundou o primeiro mosteiro em Luxeuil, a seguir outros dois na região da Borgonha - Itália. Assim, atraiu centenas de seguidores, revigorando a fé cristã. Depois, chegou a Suíça, onde deixou o discípulo Gallo, agora santo, o qual fundaria, mais tarde, um célebre mosteiro que leva o seu nome.  
Na Itália, onde a fama de sua sabedoria e santidade já era conhecida. Atuou como conselheiro do rei dos longobardos, mas estanhou-se com ele por causa da sua oposição aos hereges arianos. Foi para as montanhas da Ligúria, entre Gênova e Pávia, onde ergueu a igreja e o Mosteiro de Bobbio, que tantos frutos daria ao catolicismo no futuro.
Neste mosteiro, o abade Columbano morreu no dia 23 de novembro de 615.
E essa é a data da festa para a sua celebração.

São Clemente I, papa


 
Dos sucessores imediatos de Pedro na cátedra de Roma, o terceiro, de nome Clemente - escreve santo Ireneu no ano 180 - “vira os apóstolos e conversara com eles, ouvira a voz da pregação deles e tivera a tradição deles diante dos olhos”. Não é a única notícia que santo Ireneu nos dá do papa Clemente. Por ele sabemos que o autor da importante carta escrita pela Igreja de Roma à de Corinto é o papa Clemente.
Vivia em Roma e foi contemporâneo de são João Evangelista, são Filipe e São Paulo; de Filipe era um dos colaboradores e do último, um discípulo. Paulo até citou-o em seus escritos. A antiga tradição cristã apresenta-o como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano. Foi Papa uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.
Governou a Igreja de 88 a 97, quando levou avante a evangelização firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam desligar-se do comando único da Igreja. Através da carta, Clemente I animou-os a perseverarem na fé e na caridade ensinada por Cristo, e participarem da união com a Igreja.  
Restabeleceu o uso do crisma, seguindo a tradição de são Pedro, e instituiu o uso da expressão "amém" nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos.
Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura, assumiu, como papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio, Clemente I encontrou milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos pagãos.  
A notícia chegou ao novo imperador Trajano, que, irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou jogá-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço que se retraiu para entregar aos cristãos o corpo do mártir para veneração.
Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirológio Romano.