quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Beato Columba Marmion, sacerdote



            Joseph-Aloysius Marmion nasceu em Dublin (Irlanda), no dia 1 de Abril de 1858, de pai irlandês e mãe francesa. 
         Três da suas irmãs consagraram-se a Deus numa Congregação religiosa chamada «Irmãs da Misericórdia». Aos dezasseis anos ingressou no Seminário diocesano de Dublin, e terminou os seus estudos de teologia no Colégio «De Propaganda Fide», em Roma, sendo ordenado sacerdote no dia 16 de Junho de 1881. 
             Sonhava ser monge missionário na Austrália, mas deixou-se cativar pela atmosfera litúrgica da nova Abadia de Maredsous, que tinha sido fundada na Bélgica em 1872, onde foi visitar um companheiro de estudos, antes de regressar à Irlanda. Quis entrar nesse mosteiro, mas o seu Bispo pediu-lhe que esperasse algum tempo. 
       No seu ministério sacerdotal, de 1881 a 1886,conservou o zelo pastoral de missionário, desempenhando várias funções: vigário em Dundrum, professor no Seminário Maior de Clonliffe, capelão de um convento de monjas redentoristas e de uma prisão feminina. Mas o seu grande desejo era tornar-se monge beneditino. Contudo, só em 1896 é que lhe foi concedida licença para ingressar na Abadia de Maredsous, na diocese de Namur (Bélgica). 
         O seu noviciado entre monges mais jovens foi difícil, pois teve de mudar de costumes, cultura e língua, mas empregou um grande esforço na aprendizagem da vida monástica e assim pôde emitir os votos solenes no dia 10 de Fevereiro de 1891. A partir desse momento, viveu intensamente o espírito monástico beneditino e a sua influência espiritual atingiu sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, orientando-os para uma vivência deveras cristã, através dos seus escritos («Cristo, vida da alma», «Cristo nos seus mistérios» e «Cristo, ideal do monge»), dos retiros e da direção espiritual. 
          Exerceu cargos importantes, como Diretor espiritual, Professor e Prior da Abadia de Mont-César, em Lovaina, da qual tinha sido co-fundador. Em 1909 é nomeado 3º Abade da abadia de Maredsous que constituía então uma comunidade de mais de 100 monges, com uma escola de humanismo, outras de Artes Aplicadas e uma fama consolidada nas investigações e estudos sobre as origens da fé, sobretudo por meio da revista Revue Bénédictine e outras publicações. 
         A grande prova do abade Marmion foi a primeira guerra mundial. A decisão de enviar os monges jovens para a Irlanda, para aí estarem seguros e poderem continuar a sua formação irá trazer-lhe grandes compromissos, viagens perigosas, preocupações e incompreensões entre as duas gerações de uma comunidade abalada e dividida pela guerra. 
          Quando faleceu, a 30 de Janeiro de 1923, vítima de uma epidemia de gripe, muitos dos seus contemporâneos o consideravam santo e mestre de vida espiritual e como tal continuou a ser considerado, sobretudo na preocupação de basear a fé nas suas fontes bíblicas e litúrgicas. Foi beatificado no dia 3 de Setembro de 2000.