quarta-feira, 22 de maio de 2013

Beata Maria Domingas Brun Barbantini, fundadora


             

             Através de um convite de amor apaixonado, exprime-se a síntese da vida de Maria Domingas Brun Barbantini. Nascida em Lucca, a 17 de fevereiro de 1789, filha de Pedro Brun e Giovana Granucci. Ficou órfã do pai aos 12 anos de idade, tendo a partir disso, crescido sob a orientação afetuosa e inteligente da mãe, que soube imprimir na filha as mais belas  virtudes cristãs, tornando-se um exemplo de resignação e santidade diante das adversidades com que deparou-se  durante a vida. 
                Ao alcançar a juventude,  destacou-se  como uma mulher brilhante,  generosa e cheia de zêlo cristão. Foi nesta época que enamorou-se com o jovem Salvador Barbantini, que a pediu em casamento após nutrirem grande amor um pelo outro. 
               Subiram ao altar no dia 22 de abril e trocaram as alianças diante do Senhor.  No seu sexto mês de casamento, este projeto de amor foi quebrado pela morte súbita do seu cônjuge muito amado. Foi nesta ocasião que, golpeada, aceitou os desígnios da Providência Divina, exprimindo a sua dor a Jesus crucificado, sob a promessa de que intensificaria sua vida cristã e que não contrairia novo matrimônio: "Tu, serás único, meu Cristo Crucificado, serás o meu bem, doravante  meu único e verdadeiro amor, a minha única delícia".   
               Viúva e à espera de uma criança que viria a morrer aos oito meses de gestação, Maria Domenica foi novamente atingida pela dor e pela angústia e apesar disso,  jamais vislumbrou-se nela qualquer resquício de revolta.  Pelo contrário.  Intensifica os propósitos firmados pela ocasião da morte do marido e  entrega-se total e incondicionalmente ao serviço dos pobres,  pacientes e infelizes.  A sua maternidade humana amputada, desenvolve-se numa maternidade mais profunda, santa e universal. 
         Os pobres enfermos abandonados de sua cidade,  tornam-se objeto de seu prometido amor.  Não consagra somente sua ternura aos que sofrem,  mas exprime também diversas atitudes concretas de misericórdia, sempre absolutamente unida  e guiada pela Santa Igreja de Cristo,  que ama com uma afeição filial, servindo-a com ardor extremo.
             Dotada de qualidades específicas, participa em Lucca, das atividades do Mosteiro de Santa Maria da Visitação, destinado à educação dos jovens;  é incumbida de organizar a catequese e sua dedicação permite que venha a  fundar um instituto para as crianças abandonadas. Por tamanha dedicação e destaque, foi-lhe confiada a responsabilidade de reforçar e também reformar diversas atividades apostólicas e educativas. Porém, o que efetivamente marcou sua vida, e que a definiria como verdadeiro dom de Deus em favor da humanidade, seria a fundação do Instituto Religioso das Irmãs Ministras dos Enfermos.   Tal projeto teve início  no ano de 1829 quando,   reunindo em torno de si algumas jovens donzelas pobres, em sua maioria doentes de saúde frágil, realizou prodígios de caridade à cabeceira dos pobres moribundos e abandonados, carisma maternal que atraiu uma grande quantidade de outras jovens àquele grêmio de apostolado cristão.    
          A obra atravessou décadas, com diversas moças aplicadas e dedicadas ao apostolado santo das regras escritas pela fundadora.  Finalmente, no dia 05 de agosto de 1841, o arcebispo da cidade de Lucca aprovou a Regra escrita por Maria Domingas e erigiu uma comunidade em Instituto Religioso Diocesano.       
          Mulher de fé, sempre empenhada  no cumprimento e realização concreta da vontade de Deus,  Maria Domingas  impôs-se na história como sinal profético dos novos tempos. Ainda naquele ano, o Santo Padre dirigiu-se  às mulheres, pedindo que fossem  "educadoras da paz",  indicando nela uma proposta de vida e modelo à mulher de hoje, diante de seu exemplar modelo de esposa e mãe amorosa, fundadora e religiosa, virtuosa, de soberana espiritualidade. 
             Sempre ensinou às suas raparigas a progredirem próximo sofredores, em especial aos enfermos, tratando da doença, valorizando o sofrimento, gostando da vida, anunciando na história o rosto materno de Deus, no espírito do paternal, carinhoso e caridoso de São Camilo de Lellis, que foi perfeito modelo santidade e serviço ao próximo, base da inspiração para a fundação desta congregação Camiliana, presente e  atuante em diversas  partes do mundo.  Maria Domingas entregou sua alma a Deus no dia 22 de Maio de 1868.