segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dos escritos de Luciana Frassati, Mio fratello Pier Giorgio, Città Armoniosa

      "Obscuro, triste, chegando quase às raias do desespero, o fim de Pier Giorgio Frassati. Vivera, até então, no gozo da plenitude de sua saúde física e beleza espiritual. Todo o seu amor de jovem seguidor de Cristo estava voltado para iluminar de fraterna piedade as dores de seus pobres, de seus doentes. Mas, certo dia, de súbito, também nele a dor entrou, e, pouco a pouco, com implacável lentidão, igualmente o tornou um doente, passou a ser, também ele, um pobre que esperava, entre estupefato e heróico, a caridade da morte. Toda a sua caridade era praticada em segredo, enquanto em segredo outros jovens pecavam. Durante muitos dias, até a véspera da agonia, para quase todos constituíra um segredo sua terrível e inexorável enfermidade, que dele faria um mártir imóvel. Tudo parecia concorrer para que seu fim viesse acompanhado de uma imprevisível e dolorosa solidão. Sua mãe, que tanto o amava e talvez tenha conhecido os primeiros sintomas do mal pela boca dos médicos, estava junto à cabeceira da [própria] mãe agonizante, e o amor ao filho foi menos solícito que o amor à mãe. A irmã favorita, recém-casada, também sempre a seu lado, naquele momento se encontrava fora; muitos amigos, em férias de veraneio, estavam longe de Turim. Pier Giorgio permaneceu só, durante muitos dias, às voltas com o incompreensível mal que sempre mais se apossava dele..."






"O dia de minha morte será o mais belo dia de minha vida", Pier Giorgio Frassati