terça-feira, 18 de junho de 2013

Santo Alberto Chmielowski

        

        Adão Chmielowski (Alberto) foi definido pelo papa João Paulo II como o São Francisco polaco do século XX, pela forma de vida marcada por uma pobreza rigorosa e alegre. Nascido perto de Cracóvia em 1843, após a insurreição de 1863, que lhe custou a perda duma perna, estudou engenharia, e mais tarde pintura, chegando a ser um pintor famoso. A meditação sobre a paixão de Cristo levou-o a mudar de vida. Ingressou na Terceira Ordem Franciscana e começou a socorrer mendigos, vagabundos e doentes abandonados por serem repugnantes. Chegou mesmo a mendigar para eles.
         Aos 40 anos começou a dar à vida um novo rumo, pela renúncia radical à glória da arte, ao bem estar material e ao ambiente aristocrático, como prelúdio da sua grande aventura. Aos 42 anos vestiu o hábito franciscano, mudando o nome para Alberto. Fundou duas congregações religiosas, uma masculina e outra feminina, inspiradas na espiritualidade franciscana e destinadas a servir os pobres. De tal modo essa obra de assistência se multiplicou, que à sua morte deixou 21 grandes casas de asilo para pobres e 92 eremitérios com função de sanatórios para religiosos doentes. 

         Tudo isso era organizado e administrado pelos irmãos e irmãs da ordem terceira de São Francisco, Servos e Servas dos pobres, que se comprometiam a uma plena e perene disponibilidade para servir os miseráveis, os sem abrigo, os marginalizados, os abandonados, os vagabundos, os doentes, os idosos e os moribundos. Ele próprio adotara a forma de vida dos mendigos, morando nos seus tugúrios e compartilhando com eles as esmolas recebidas. 
         Em comunidade era tratado por “Irmão Ancião”. Para a direção das duas congregações recorria aos conselhos de prudentes sacerdotes. Para a fundação de novas casas nunca prescindia da opinião e do consentimento do bispo. Não obstante a prótese rudimentar na perna, viajava imenso para fundar novos asilos e visitar as diversas casas religiosas. A sua fama cedo ultrapassou os limites de Cracóvia e se estendeu a toda a Polônia, concentrando-se num só nome: Frei Alberto. Tudo nascera do nada; tudo ia de vento em popa, com o capital inesgotável da Providência.
          Nos últimos dez anos da vida andou atormentado com um tumor no estômago; mas ninguém o soube senão os poucos meses antes da morte, quando o mal se agravou. Sem exprimir qualquer lamento, expirou no dia de natal de 1916, no hospício dos pobres, em Cracóvia. Mas a sua maior aventura ainda não terminara. As suas exéquias foram uma celebração triunfal, em que participou toda a cidade, mas os pobres constituíam a nota dominante do enorme cortejo fúnebre. Os seus restos mortais repousam na igreja dos carmelitas de Cracóvia, meta incessante de peregrinação, desafio constante à capacidade de ver a imagem de Deus nos mais miseráveis, naqueles a quem a sociedade costuma chamar marginalizados, mendigos, barbudos, deficientes, drogados... É essa a caridade que caracteriza os santos.

sábado, 15 de junho de 2013

Beato Luís Maria Palazzolo, sacerdote e fundador

Beato Luigi Maria Palazzolo        
        Luís Maria Palazzolo nasceu a 10 de Dezembro de 1827 em Bérgamo e foi o último de oito irmãos, dos quais só ele sobreviveu: a mortalidade infantil era então muito grande, porque as vacinas e os antibióticos ainda não existiam.
         Em 1837 ficou órfão de pai e recebeu de sua piedosa mãe, uma educação voltada para a caridade para com os pobres e doentes.
      Luís teve a felicidade de ter excelentes diretores espirituais, que o dirigiram para a vida consagrada.
        Foi ordenado sacerdote pelo Bispo de Bérgamo a 23 de Junho de 1850 e quase logo a seguir se envolveu no apostolado na paróquia de Santo Alexandre in Colonne, no oratória instalado nesta localidade “la Foppa” e depois na igreja de São Bernardino da qual foi nomeado abade em 1855.
       Durante os anos seguintes, ele fundou a Congregação das “Irmãs Pobres”, com a colaboração de Teresa Gabrieli, mulher experimentada e de grande fé, que veio a ser a primeira Superiora da nova comunidade. Alguns anos mais tarde, a 4 de Outubro de 1872 Luís Maria fundou o Instituto dos Irmão da Sagrada Família, para a assistência aos órfãos e estabeleceu-os em Torre Boldone (BG), mas este Instituto foi encerrado em 1928.
       Entretanto, as “Irmãs do Pobres” expandiam-se, abrindo diversas casas nas províncias de Bérgamo, Vicenza, Bréscia, entre outros locais. As Regras do Instituto foram aprovadas pelo Bispo de Bérgamo, Monsenhor Guindani e, em 1912 pela Santa Sé, de maneira definitiva.
       Grande orador popular, Luís Maria pregou missões e exercícios espirituais. Organizador do tempo livre dos seus fieis, encenou comédias e outras peças de teatro com o fim de chamar os jovens. No seu oratório entraram quarenta jovens desejosos de prosseguir os estudos e se tornarem sacerdotes.
     As Irmãs Pobres, quanto a elas, segundo uma estatística de 1970 conseguiram abrir e gerir 133 casas e o número de Irmãs chegou a atingir o número de 1400, com centenas de noviças e postulantes.
    A Congregação está presente em Itália, Luxemburgo, Suíça, França e na África e a sua obra abrange todos os sectores sociais: educação, assistência e reconforto para os mais necessitados.
       O Padre Luís Maria Palazzolo morreu a 15 de Junho de 1886 e foi enterrado no cemitério de São Jorge em Bérgamo. A 4 de Janeiro de 1904, o seu corpo foi transladado para a igreja da Casa-mãe do Instituto.
     A 31 de Janeiro de 1913 foi instruída a causa de beatificação e canonização, que teve o seu epílogo durante a cerimônia solene da beatificação em Roma pelo Papa João XXIII, a 19 de Março de 1963.

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, virgem e fundadora


         

         Micaela nasceu em Madrid no dia 1 de Janeiro de 1809. Nobre e generosa como o seu pai, piedosa e caritativa como a sua mãe, ótimos alicerces para o controvertido trabalho em favor das mulheres que viviam da prostituição. Para elas abre a sua primeira casa no dia 21 de Abril de 1845. 

        Como com qualquer pessoa, o seu caminho de santidade não foi fácil. O Espírito Santo faz a sua parte nuns exercícios espirituais decisivos, em Abril de 1847, assim como na festa do Pentecostes do mesmo ano, brindando-a com uma graça extraordinária. Ela vai titubeando, entre obras de caridade e a vida mundana que a sua classe social exige; as cortes de Paris e Bruxelas abrem-lhe as suas portas, juntamente com o seu irmão Diego, embaixador de Espanha nos anos 47 e 48 respectivamente. Precisamente os mesmos anos em que ela procura com verdadeira paixão o seu lugar, o seu caminho, a orientação total da sua vida. 
         Conseguiria ela, no meio de tanto bulício, ouvir a única voz que pacifica e dilacera? Saberia ela escolher, entre os muitos candidatos amantes, o único AMOR da sua vida? "Vi-O tão grande, tão bom, tão AMANTE e misericordioso, que decidi não servir mais que a Ele, que tudo reúne para preencher o meu coração". E semeia casas de acolhimento, no meio de dificuldades econômicas, incompreensões e perseguições. 
        E gera filhas acolhedoras que, juntamente com ela, guiadas pelo Espírito Santo e alimentadas na Eucaristia, dão origem à Congregação de Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade. É o dia 1 de Março de 1856. 
        Micaela, que agora já se chama Madre Sacramento, falece no dia 24 de Agosto de 1865. Morre como os santos: "dando a vida" pelas suas " jovens ", num gesto de heroico de caridade; "por uma só que se salve, eu daria a minha vida". Ainda não tinham passado 70 anos após a sua morte e a Igreja proclama-a SANTA. Foi Pio XI quem no dia 4 de Março de 1934, elevando-a aos altares, disse à comunidade dos crentes que o caminho de Micaela foi sem dúvida um caminho de santidade. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Beato Eduardo Maria Poppe, sacerdote

            Eduardo João Maria Poppe, nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico.
                  Aos quinze anos entrou no seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.
                Aos vinte e dois anos ele ingressou no Seminário filosófico Leão XIII de Lovaina. Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado a servir as armas, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos.
                   Em 1915 foi transferido para Gand e no ano seguinte era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, nesta diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.
             Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística. Logo este trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos de Papa São Pio X. Mas não criou apenas o "manual", ele instituiu a "Liga da Comunhão frequente", estendida aos operários também.
             O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do convento das Irmãs de São Vicente de Paulo em Moerzeke-lez-Termonde. Ali continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isto, publicou um semanário intitulado "Zonneland", que significa "País do Sol", direcionado à "Cruzada eucarística Pio X" de toda a Bélgica.
               Mais tarde os problemas de sua saúde se agravaram. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Dela se destacaram as obras: "Direção espiritual dos jovens" de 1920; "Salvemos os operários" de 1923, "Apostolado eucarístico paroquial" de 1923, "O amigo dos jovens" e "O método educativo eucarístico", ambos de 1924. Inclusive outras publicadas depois de sua morte.
     Em 1921 o Cardeal o nomeou diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar, ali também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de Junho de 1924, no convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias.
            A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado em 1999, pelo Papa João Paulo II, que o nomeou de o "Pedagogo da Eucaristia".

Beata Mariana Biernacka, leiga e mártir

               O Papa João Paulo II beatificou a 13 de Junho de 1999 em Varsóvia, durante a sua sétima viagem apostólica à Polônia, 108 mártires, vítimas de perseguição contra a Igreja polaca, que aconteceu durante a ocupação alemã 1939-1945.
         O ódio racial demonstrado pelos nazistas, causou mais de cinco milhões de vítimas polacas entre a população civil, inclusive muitos religiosos, sacerdotes, bispos e leigos católicos.
               Entre os muitos foi possível, com base nas informações recolhidas e as provas, instruir os diversos processos de beatificação de 108 mártires, o primeiro processo foi aberto a 26 de Janeiro de 1992 pelo Bispo de Wloclaweck, onde o maior número de vítimas sofreram o martírio. A este processo, em seguida, vieram juntar-se muitos outros e o número dos Servos de Deus, veio inicialmente de 92, passou para 108.
               Nós damos algumas notícias numéricas destes, não sendo capazes de aqui mostrar o elenco dos 108 nomes. O grande grupo de mártires é composto de quatro grandes grupos, divididos de acordo com os estados de vida: bispos, sacerdotes diocesanos, ordens religiosas e leigos, homens e mulheres, originários de 18 dioceses, ao Ordinário Militar e a 22 famílias religiosas.
               Três deles são bispos, 52 são sacerdotes diocesanos, 3 seminaristas, 26 sacerdotes religiosos, 7 irmãos professos, 8 religiosas, p leigos. Sofreram torturas, maus-tratos, abusos: quase todos terminaram os seus dias em campos de concentração tristemente célebres, tais como Dachau, Auschwitz, Strutof, Ravensbruck e Sachsenhausen, onde foram vítimas da cremação, das câmaras de gás, da decapitação, do fuzilamento ou ainda de espancamento da parte dos guardas desses terríveis “campos da morte”.
            O líder do grupo dos leigos era a Beata Mariana Biernacka da Diocese de Lomza na Polônia. Ela nascera em 1888 em Lipsk, no seio de uma família de cristãos ortodoxos. Aos 17 anos, em 1905, com sua família, mudou e passou para os católicos de rito latino.
           Aos 20 anos casou-se sob o rito católico com Ludwik Biernacki: deste casamento nascerão seis crianças. Após a morte de seu marido coabitava com o seu filho Estanislau e sua esposa, compartilhando a sua vida com o jovem casal, mostrando sabedoria cristã e amor fraterno para com eles e seus filhos.
         Entre as pessoas do seu país era conhecida pela sua bondade e profunda religiosidade. Quando Lipsk em 1 de Julho de 1943, sofreu uma represália alemã e foi abalada pelas prisões em massa — mesmo a sua jovem filha, então grávida de outro filho foi presa — Mariana pôs-se à frente, e foi propôs, ser ela presa em vez da filha, para salvá-la e salvar a vida do futuro neto.
             Foi um nobre impulso de amor que uma mulher de 55 anos, dê a sua vida pelos outros, como o fez S. Maximiliano Maria Kolbe (1894-1941) monge conventual, morto no campo de Auschwitz.
         A troca foi aprovada e a detida foi enviada para a prisão e desta transferida para Naumowicz em Grodno (hoje na Bielorrússia). Foi fuzilada a 13 Julho de 1943.
              E a Igreja optou por associar a muitos de seus devotos filhos, vítimas da barbárie nazista na Polônia, uma mulher humilde, que como eles, reconheceu Jesus nos irmãos, pondo em prática o Evangelho que diz: “Quem perder a vida por causa de Mim, a salvará”.

Beato Inácio Maloyan, bispo e mártir

       Choukrallah Maloyan nasceu em Mardin, atualmente, Turquia, no dia 19 de Abril de 1869, filho de pais cristãos piedosos. Desde criança, dedicava-se a oração, a caridade e a penitência. Recebeu boa formação acadêmica e religiosa, sendo fluente nas línguas árabe e turca. Descobrindo a sua inegável vocação para o sacerdócio, em 1883 o arcebispo da comunidade armênio-católica enviou-o para estudar a religião no Líbano.
       Estudos que foram interrompidos por cinco anos, quando voltou para cuidar da saúde na sua cidade natal. No ano de 1901, já curado, retomou os estudos de filosofia e teologia no Líbano. Tornou-se membro do Instituto do Clero Patriarcal de Bzommar e, em 1896, recebeu a ordenação sacerdotal, tomando o nome de Inácio, a exemplo do seu santo de devoção.
        Logo foi nomeado pregador dos sacerdotes e seminaristas do Convento de Bzommar e depois enviado para o apostolado no Egito. Em seguida, em Istambul, Turquia, foi eleito secretário-geral do patriarca, e agraciado com o título de arcipreste. Depois de alguns anos no Egito, regressou a Mardin, onde continuou o seu abnegado trabalho e, por isso, foi nomeado administrador dos assuntos temporais e espirituais dessa eparquia, uma vez que o bispo tinha renunciado ao posto.
        Em 1911, viajou para Roma como secretário-geral do sínodo dos bispos armênio-católicos. No mesmo ano, foi nomeado bispo de Mardin, uma das eparquias arênio-católicas mais importantes.
       Nessa Sede desempenhou um ministério exemplar, melhorando o nível educativo, cultural e religioso das escolas da comunidade armênia, e difundiu um espírito de grande piedade. Propagou em todas as paróquias de sua diocese o amor e a devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem Maria.
    O seu patriotismo não passou despercebido ao sultão do Império Otomano, que o condecorou com a Legião de Honra. Durante a guerra, os soldados turcos invadiram as igrejas, semearam o terror, aprisionaram e torturam pessoas inocentes, provocando o vigoroso protesto do bispo Maloyan, que exortava os seus sacerdotes a rezar pedindo a proteção de Deus.
      Preso de maneira arbitrária quando o governo decidiu acabar com os cristãos na Turquia, foi induzido a professar a fé do islão, mas respondeu energicamente: "Nunca renegarei Cristo, nem os ensinamentos da Igreja Católica, à sombra da qual cresci e da qual, sem ser digno, fui um dos seus ardorosos discípulos", provocando a fúria dos presentes.
     Torturado cruelmente na prisão, foi morto no dia 13 de Junho de 1915. Porém, antes de partir para a casa do Pai, tomou algumas migalhas de pão, consagrou-as e deu-as aos seus companheiros como corpo de Cristo. O papa João Paulo II beatificou Inácio Maloyan em 2001, e indicou o dia de sua morte para a sua veneração litúrgica.

Santo Aventino de Orleans, eremita

      
       O eremita Ávito, ou Aventino, como também é conhecido, chegou a ser chamado de "o Idiota" pelos seus detratores, por causa de sua humildade e simplicidade. Tinha o espírito tão serviçal e ingênuo que as suas atitudes eram, muitas vezes, consideradas tolas.
      Ávito nasceu no final do século V. Era filho de lavradores da região de Orleans, na França. Cresceu cristão e tornou-se monge eremita do mosteiro localizado nos montes Pirineus, na região do vale de Larboust, que mais tarde recebeu o seu nome.
        Ao contrário do que julgavam seus colegas, companheiros e parentes, foi considerado modelo de religioso e nomeado "ecônomo da comunidade".
       Mas Ávito desejava a solidão para meditar e rezar. E por isso, certo dia, fugiu para o interior misterioso e desconhecido de uma floresta, para viver na mais íntima união com Deus.
        Quando o abade Maximino morreu, Ávito foi eleito seu sucessor. Os outros monges, entretanto, tiveram dificuldade e demoraram algum tempo para encontrá-lo.
      Ávito, a princípio, recusou o posto, por não se achar suficientemente capacitado. Só aceitou porque recebeu ordem direta do bispo e por exclusivo senso de disciplina.
      Governou o mosteiro por muitos anos e, mesmo assim, a cada oportunidade surgida refugiava-se em sua floresta, ficando ali por dias e noites seguidos, no mais rigoroso retiro. Na oportunidade, aproveitava para ensinar o Evangelho aos montanheses que ainda eram pagãos.
    Ávito morreu assassinado pelos bárbaros pagãos, em 530, os quais esconderam o seu corpo. Porém, alguns séculos depois, suas relíquias foram milagrosamente recuperadas e colocadas numa igreja construída especialmente para acolhê-las.
      O mais antigo documento que testemunha o culto litúrgico dedicado a Santo Ávito no dia 13 de junho foi encontrado no breviário de Comminges. Ele é invocado, especialmente, pelas gestantes na hora do parto, porque, segundo a tradição, o seu nascimento ocorreu durante um parto repleto de dificuldades. A Igreja autorizou a sua celebração e manteve a data da festa.