quinta-feira, 4 de julho de 2013

São Jerônimo Werten, mártir



       Nasceu na pequena cidade de Werten, em uma família católica. Um jovem muito alegre, extrovertido e dinâmico. Ingressou na Ordem dos Frades Menores e sempre mostrou grande amor à paixão de Cristo e às dores de Nossa Senhora. Viveu como missionário na Palestina onde foi perseguido e torturado pelos Muçulmanos e repatriado. Em sua terra é que sofreu o martírio.
      Na Terra Santa sofreu grande perseguição, inclusive com a incisão, no braço direito e no peito, de uma cruz vermelha, abalando-lhe profundamente a saúde.
     Na Holanda, foi morar em Gorcum, onde dedicou-se à pregação por cidades e aldeias, sendo conhecido como o “peregrino da Terra Santa”. Foi um dos detidos em 9 de julho de 1572 e teve a mesma sorte dos outros confrades: vexames, chacotas, torturas, tentativas frustradas de perjúrio. Contava com 50 anos quando foi martirizado.

São Teodorico Endem, mártir



       Nasceu em 1499 em Amersfoort, na Holanda. Desde cedo sempre mostrou-se muito caridoso e amável com todos, manifestando o desejo de ser franciscano ainda bem jovem. Os pais tentaram fazê-lo mudar de idéia, mas ele foi firme em seu propósito. Viveu por muito tempo no convento franciscano de Gorcum dedicando-se à escuta de confissões. Era também confessor e diretor espiritual das Irmãs Terceiras Franciscanas.
       Com a Reforma Protestante de Lutero e Calvino a situação dos católicos da Holanda ficou muito complicada. Os calvinistas começaram grande perseguição. Em 1572 apoderaram-se da cidade de Gorcum, prenderam os franciscanos e outros religiosos e sacerdotes, expuseram-nos a ridicularizações públicas, torturas com o intuito de os obrigarem a renunciar à fé católica, renegando a Eucaristia e o Primado do Papa. Como todos permaneceram firmes na fé, foram condenados à forca. Foram mortos no dia 9 de julho de 1572, sendo Teodorico, com 73 anos, um dos heróis mártires de Gorcum.

Beato José Kowalski, sacerdote e mártir



        José Kowalski nasceu em Rzeszów, Polônia, no dia 13 de março de 1911, de Wojciech e Sofia Barowiec, sétimo de nove filhos. Seus pais, católicos praticantes, eram agricultores, proprietários de um modesto sítio.
        Depois da escola primária, inscreveram-no no colégio salesiano de Oswiecim (Auschwitz). José distinguiu-se logo pelo empenho no estudo e no serviço, e pela alegria sincera. Inscreveu-se na Companhia da Imaculada e na Associação Missionária, tornando-se depois seu presidente. Enamorou-se literalmente do carisma salesiano e do seu Fundador, do qual procurar seguir o exemplo em tudo: empenho na animação alegre das festas religiosas e civis, presença apostólica junto aos colegas e, em particular, o primado da vida espiritual. Desde jovem estudante deu início à redação de um diário, que nos transmite a devoção a Maria Auxiliadora e à Eucaristia: "Ó minha Mãe – escreveu – eu devo ser santo porque é esse o meu destino. Ó Jesus, ofereço-te o meu pobre coração [...] Faz com que eu jamais me afaste de Ti e que permaneça fiel até à morte: antes morrer do que te ofender, nem mesmo com um pequeno pecado. Devo ser um salesiano santo, como o foi o meu pai Dom Bosco". 
       Fez a profissão temporária em 1928 em Czerwinsk e recebeu a ordenação sacerdotal em Cracóvia no dia 29 de maio de 1938. Foi nomeado secretário inspetorial. Cuidada na paróquia de um coro juvenil e se ocupava dos jovens mais difíceis. A Polônia foi ocupada, mas os salesianos continuaram o trabalho educativo. Essa foi a razão principal da dramática prisão em 23 de maio de 1941: a Gestapo capturou o P. Kowalski com outros onze salesianos, que trabalhavam em Cracóvia.
       Foi internado primeiramente na prisão de Montelupich na mesma cidade; de ali, no dia 26 de junho, foi transferido ao campo de concentração de Auschwitz, recebendo o número 17.350. No lager dedicou-se secretamente ao apostolado: confessava, celebrava missas, recitava o rosário, fazia conferências escondidas, também sobre Dom Bosco, reforçando nos companheiros de prisão a vontade de lutar pela sobrevivência. Sofreu violências, vexações e humilhações. Descoberto com o rosário recusou-se a pisar sobre ele, acelerando assim o martírio, que se deu em Auschwitz no dia 4 de julho de 1942. O seu corpo foi lançado no depósito de excrementos, e depois queimado no crematório do campo. Seus conterrâneos começaram a venerar a sua memória, crendo que o seu sacrifício tinha fecundado as vocações polonesas. 
       Também o Papa João Paulo II era do mesmo parecer, e interessou-se pessoalmente na causa de diversos mártires poloneses. Enfim, os beatificou em Varsóvia no dia 13 de junho de 1999.

Beata Catarina Jarrige, religiosa


  
    Catarina Jarrige veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1754, em Doumis, Cantal, França. A última a nascer numa família de sete filhos, ela tinha três irmãos e três irmãs. Era uma família de agricultores pobres. Pierre Jarrige, o pai, trabalhava duro para sustentar os seus. A família toda se acomodava em uma única peça da casa.
     Catarina levava a vida simples de uma pequena camponesa pobre de seu tempo. Na época, a escolaridade não era obrigatória e, como muitas meninas de então, não freqüentou a escola. Ela adquiriu aquela sabedoria rural transmitida pela experiência e ensinamento dos mais velhos, o contato cotidiano com a natureza e o Catecismo. Ela vivia nos campos com seus irmãos e as crianças dos arredores. Ela guardava as cabras e as ovelhas, levando-as para pastar.
     Aos dez anos, para auxiliar nas despesas da casa, Catarina foi trabalhar como doméstica em uma fazenda. Seus patrões ficaram satisfeitos com sua operosidade.
     Quanto tinha doze ou treze anos, Catarina fez sua Primeira Comunhão. Para isto ela se preparou com todo cuidado e, de maneira geral, o fato produziu uma mudança nela. Na adolescência, se tornou mais séria, dedicada à oração.
     Em 22 de dezembro de 1767, sua mãe faleceu na idade de 47 anos. Catarina tinha 13 anos e dois meses.
     Embora sua infância pobre tivesse sido calma e piedosa, não faltaram as dificuldades e estas provas forjaram uma alma forte e corajosa. Catarina era alegre, jamais perdia o bom humor, risonha sempre e um pouco travessa.
     Crescendo, Catarina aprendeu a dançar, uma das poucas alegrias no meio rural de então. Ela se apaixonou pela dança. Mas, quando tomou consciência que o Senhor a chamava para algo maior, renunciou a este inocente prazer, não sem uma enorme batalha para dominar sua natureza impetuosa.
     Este sacrifício ela o fez para colocar-se a serviço dos pobres, dos órfãos e dos doentes, se consagrando a Deus. Para mais se dedicar à vocação para a qual Deus a chamava se fixou em Mauriac. Como sua patrona, Santa Catarina de Siena, ela escolheu a Ordem Terceira Dominicana para nela ingressar.
     As terciárias faziam votos, mas viviam no mundo, onde eram chamadas de “menette” ou “monjinha”, em português, e Catarina ficou conhecida como “Catinon-Menette”, uma forma carinhosa de tratá-la.
     As terciárias deviam ser, no meio de seus contemporâneos, testemunhas da ternura de Deus. A regra prescrevia horas de oração, assistência cotidiana a Missa, a recitação do rosário, o serviço dos mais pobres, dos doentes e dos órfãos, e a catequese.
     Durante 60 anos, até a idade de 82 anos, ela serviu os mais necessitados. Para ajudá-los, ela procurava os mais afortunados e lhes pedia donativos. E ela sabia insistir junto aos recalcitrantes despertando suas consciências e concluindo: - “Vamos, vamos, dê ou eu pego”. Muitos foram doadores por muitos anos. Ela era realmente “a Menette dos pobres”, "a monjinha dos pobres".
     Quando encontrava uma criança órfã, ou pobre, sofredora, Catarina a tomava pela mão, a levava para sua casa, ou para alguma casa de caridade, e ali a aquecia, servia alimento, arrumava sua roupa. E a mandava de volta com o que ela podia dar.
     Amiga dos pobres, ela mesma vivia numa grande pobreza. Ela vivia com sua irmã numa pobre mansarda. Quantas vezes ela doou suas roupas ou seus calçados! Ela dava seu próprio alimento... Sua força vinha da oração que ela fazia na igreja, em sua casa, e até mesmo nas ruas da cidade.
     Durante a Revolução Francesa, Catarina sentiu enormemente a dilaceração da Igreja, o cisma, resultante da Constituição Civil do Clero. Havia então duas Igrejas na França. Ela sofria por ver a lei francesa consagrar a ruptura da comunhão com a Igreja de Roma, com o Papa, a supressão da vida consagrada, da vida religiosa, a descristianização sob o Terror, as perseguições injustas contra o clero refratário.
     Durante a tormenta, ela compreendeu que o que estava em jogo era a sobrevivência da Igreja, a continuação do anúncio do Evangelho pela Igreja de Cristo. Recusou-se a assistir os ofícios do clero constitucional e começou a ajudar os refratários perseguidos a exercer seu ministério clandestinamente. Ela escondeu dois refratários em sua casa.
     Em pleno Terror, Catarina percorria os bosques para levar alimento, vestimentas e objetos de culto para a celebração da Missa, aos padres que se escondiam. Ela acompanhou o Abade François Filiol, condenado à morte aos 29 anos, até o cadafalso e recolheu seu sangue como os primeiros cristãos recolhiam o sangue dos mártires.
     Ela foi presa duas vezes. Ela foi levada a julgamento uma vez e foi liberada por falta de provas. Ela não temia arriscar sua vida. A lei punia os suspeitos e os receptadores de padres refratários.
     Passada a época terrível da Revolução, ela continuou a levar sua ajuda ao clero para reconstruir a paróquia de Mauriac. Até 1836, ela trabalhou incessantemente junto aos pobres, órfãos e doentes.
     Após uma vida plena de serviço e de amor a Igreja e aos pobres, Catinon-Menette entregou sua alma a Deus, no dia 4 de julho de 1836.
     Toda a região se mobilizou para as exéquias. Todos lamentam sua perda: ricos e pobres tributam a ela uma última homenagem e esperam guardar alguma lembrança sua. Seu túmulo sempre florido revela pedidos de sua intercessão junto a Nosso Senhor pelos doentes, pelos necessitados, pelas vocações...
     O Padre Cormier, da Diocese de Saint-Flour deu início ao processo de beatificação em 1911. O Papa Pio XII declarou-a Venerável em 1953 e João Paulo II proclamou-a oficialmente beata no dia 24 de novembro de 1996, em Roma, sendo a sua festa litúrgica a 4 de julho.

Santas do mês de julho

Santidade em Destaque
jul 01  Santa Regina de Denain 
jul 01  Santa Ester, Rainha da Pérsia 
jul 02  Beata Eugênia Joubert, Religiosa
jul 02  Santa Monegunda, Venerada em Tours
jul 03  Beata Maria Ana Mogas Fontcuberta, Fundadora 
jul 04  Beata Catarina Jarrige, Dominicana 
jul 04  Beata Maria Crucifixa Curcio
jul 04  Santa Berta de Blangy, Abadessa 
jul 04  Santa Isabel de Portugal, Rainha  
jul 04  Santa Natália de Tolosa, Virgem mercedária
jul 05  Santa Cirila de Cirene, Mártir 
jul 05  Santa Febrônia, Venerada em Patti 
jul 05  Santa Filomena, Venerada em Sanseverino Marche 
jul 05  Santa Marta, Mãe de São Simão Estilita o Jovem 
jul 05  Santa Trifina, Mártir
jul 05  Santa Zoé de Roma († c 286)
jul 05  Santas Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, Mártires
jul 06  Beata Maria Rosa (Susana Ágata de Loye), Beneditina, mártir
jul 06  Beata Maria Teresa Ledochowska, Virgem
jul 06  Beata Nazária Inácia March Mesa, Religiosa, fundadora
jul 06  Santa Darerca (Monenna) de Killeavy, Abadessa
jul 06  Santa Domingas (Ciríaca) Venerada em Tropea
jul 06  Santa Maria Goretti, Virgem e mártir
jul 06  Santa Noela, Virgem e mártir
jul 06  Santa Sexburga, Rainha de Kent, abadessa 
jul 07  Beata Beatriz d’Este, Rainha da Hungria
jul 07  Beata Ifigênia de S. Mateus de Gaillard de la Valdène, Mártir
jul 07  Beata Maria Romero Meneses
jul 07  Santa Etelburga (Edilburga) Abadessa
jul 07  Santa Maria Guo Lizhi, Mártir
jul 08  Santa Glicéria, Mártir da Eracleia
jul 08  Santa Landrada, Abadessa de Bilsen
jul 09  Beata Joana Scopelli, Virgem
jul 09  Beatas Melânia M.Madalena e Mariana M.dos Anjos, Mártires de Orange
jul 09  Santa Faustina, Mártir
jul 09  Santa Maria Adolfina (Ana Catarina Diercks) Franciscana, mártir na China
jul 09  Santa Maria Amandina (Paulina Jeuris) Franciscana, mártir na China
jul 09  Santa Maria Clara (Clélia Nanetti) Franciscana, mártir na China 
jul 09  Santa Maria da Paz (Mariana Juliani) Franciscana, mártir na China
jul 09  Santa Maria de São Justo (Ana Fca. Moreau) Franc., mártir na China   
jul 09  Santa Maria de Sta.Natália (Joana Maria Kerguin) Franc., mártir na China
jul 09  Santa Maria Ermelina de Jesus (Irma Grivot) Franciscana, mártir na China
jul 09  Beata Maria de Jesus Crucificado Petkovic Religiosa, Fundadora 
jul 09  Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Religiosa, fundadora 
jul 09  Santa Verônica Juliani, Virgem 
jul 09  Santas Floriana e Faustina, Mártires de Roma 
jul 10  Beatas Maria Gertrudes de Sta. Sofia e Inês de Jesus de Romillon, Mártires
jul 10  Santa Amalberga de Maubeuge, Viúva e monja
jul 10  Santa Amalberga, Virgem
jul 10  Santa Anatólia, Mártir 
jul 10  Santa Vitória, Mártir 
jul 10  Santas Rufina e Segunda, Mártires de Roma 
jul 11  Beatas Teotista do Ss. Sacramento e 3 comp. V e mártires Rev Francesa
jul 11  Santa Marciana de Cesárea de Mauritânia, Mártir 
jul 11  Santa Olga de Kiev, Grã-duquesa  
jul 11  Santas Ana An Xinzhi, Matia An Guozhi, Ana An Jiaozhi e Ma An Lihua
jul 12  Beatas Marta do Bom Anjo (Maria Cluse) e 3 comp. Virgens e mártires
jul 12  Santa Inês Le Thi Thanh (De) Mãe de família, mártir
jul 12  Santa Verônica 
jul 13  Beatas Madalena da Mãe de Deus Verchière e 5 comp. Mártires
jul 13  Santa Clélia Barbieri
jul 13  Santa Mirope de Chio, Mártir
jul 14  Beata Angelina de Montegiove, ou de Marsciano
jul 14  Santa Lupercila (ou segundo domingo de julho) 
jul 14  Santa Toscana, Viúva
jul 15  Beata Ana Maria Javohey, Fundadora
jul 15  Santa Valentina, Venerada em Nevers
jul 16  Beata Irmengarda de Chiemsee, Abadessa de Frauenwörth
jul 16  Beate Amada de Jesus de Gordon e 6 comp. Mártires
jul 16  Santa Elvira (Erlvira) de Ohren, Abadessa
jul 16  Santa Maria Madalena Postel, Religiosa
jul 16  Santa Reinildes, Virgem Mártir
jul 16  Santa Teresa Zhang Hezhi, Mártir
jul 17  Beata Constância de Aragão, Rainha
jul 17  Beatas Teresa de Sto.Agostinho e Comp., Mártires de Compiègne
jul 17  Santa Edviges (Jadwiga), Rainha da Polônia
jul 17  Santa Justa, Martir de Sevilha
jul 17  Santa Marcelina, Virgem
jul 17  Santa Rufina, Martir de Sevilha
jul 18  Beata Tarcísia (Olga) Mackiv, Virgem e mártir
jul 18  Santa Marina de Orense, Mártir
jul 18  Santa Sinforosa e sete filhos, Mártires
jul 18  Santa Teodósia de Constantinopla, Mártir
jul 19  Beata Stilla de Abenberg, Virgem
jul 19  Santa Áurea de Córdoba, Mártir
jul 19  Santa Macrina a Jovem, Monja
jul 19  Santos Elisabete Qin Bianzhi e Simão Qin Chunfu, Mártires
jul 20  Beata Francisca do S. Coração de Jesus, Mártir na Espanha
jul 20  Beata Rita Dolores Pujalte Sanchez, Imã, mártir na Espanha
jul 20  Santa Etelvina, Rainha 
jul 20  Santa Maria Fu Guilin, Mártir
jul 20  Santa Marina (Margarida) de Antioquia de Pisidia, Virgem e mártir
jul 20  Santa Rosa Wang-Hoei, Mártir na China
jul 20  Santas Maria Zhao Guozhi, Rosa Zhao e Maria Zhao, Mártires
jul 21  Santa Praxedes de Roma, Virgem e mártir
jul 22  Santa Maria Madalena (de Magdala)
jul 22  Santa Maria Wang Lizhi, Mártir
jul 23  Beata Joana de Orvieto, Dominicana
jul 23  Beata Margarida Maria Lopez de Maturana, Fundadora
jul 23  Santa Brígida da Suécia, Religiosa, fundadora
jul 24  Beata Cristina a Admirável
jul 24  Beata Ludovica de Savóia, Princesa, Clarissa
jul 24  Beata Maria dos Anjos de S. José, Carmelita, mártir
jul 24  Beata Maria Pilar de S. Francisco Borja, Carmelita, mártir
jul 24  Beata Mercedes do Sagrado Coração (Mercedes Prat Y Prat), Mártir
jul 24  Beata Teresa do Menino Jesus e de S. João da Cruz, Carmelita, mártir
jul 24  Santa Cristina de Bolsena, Mártir
jul 24  Santa Cunegundes (Kinga), Rainha da Polônia
jul 24  Santa Eufrásia, Eremita em Tebaida
jul 24  Santa Sigolena, Religiosa
jul 24  Santas Niceta e Aquilina, Mártires na Lícia
jul 25  Beata Carmem Sallés Barangueras, Fundadora
jul 25  Beata Maria Teresa do Menino Jesus Kowalska, Virgem e mártir
jul 25  Santa Glodesinda, Abadessa
jul 25  Santa Olimpíada, Viúva
jul 25  Santa Valentina, Martir
jul 26  Beata Camila Gentili de Rovellone
jul 26  Beata Sancha de Leon, Esposa, religiosa
jul 26  Beatas Maria Margarida de Sto. Agostinho Bonnet e 4 comp. Mártires
jul 26  Santa Ana, Mãe da Virgem Maria
jul 26  Santa Bartolomea Capitanio, Virgem
jul 27  Beata Lúcia Bufalari de Amélia
jul 27  Beata Maria Clemência de Jesus Crucificado, Virgem e mártir
jul 27  Beata Maria da Paixão (Maria Graça Tarallo) Religiosa
jul 27  Beata Maria Madalena Martinengo, Religiosa
jul 27  Santa Antusa de Onoriade Virgem, fundadora
jul 27  Santa Natália e companheiras Mártires de Córdoba
jul 28  Beata Clara (Sancha de Maiorca), Rainha da Sicília
jul 28  Santa Afonsa da Imaculada Conceição, Clarissa da Índia
jul 29  Santa Marta de Betânia
jul 29  Santa Serafina de Mamie, Virgem
jul 29  Santas Lucila, Flora, Eugênio e comp. Mártires
jul 30  Beata Maria Vicenta de Sta. Doroteia Chávez Orozco, Fundadora
jul 30  Santa Angelina, Princesa da Sérvia
jul 30  Santa Godeleva, Mártir
jul 30  Santa Julita de Cesareia, Mártir
jul 30  Santa Maria de Jesus Sacramentado (Venegas de la Torre) Fundadora
jul 30  Santas Donatila, Máxima e Segunda, Mártires na África 
jul 31  Beata Catarina de Lovain, Monja
jul 31  Beata Zdenka Cecília Schelingova, Mártir 
jul 31  Santa Helena (Elin) de Skövde

Beata Eugênia Joubert, religiosa


    

     Filha de Pedro Joubert e Antônia Celle, ricos viticultores, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1876 em Yssingeaux (Le Puy), na França, a quarta de oito filhos.
     Até aos 16 anos seguiu um longo percurso de educação civil e religiosa: estudou nas Irmãs Ursulinas de Monistral, onde também recebeu sua primeira comunhão em 1888; nas Irmãs de São José de sua cidade Yssingeaux e em 1889-1892, no Colégio de Santa Maria de Le Puy, conduzidas pelas Irmãs de Notre Dame.
     Em 1895, aos 19 anos, aconselhada pelo seu diretor espiritual, Padre Rubussier, sacerdote jesuíta, entrou no Instituto da Sagrada Família do Sagrado Coração, fundada por ele e pela Madre Maria Inácia Melin, Instituto destinado ao ensino da catequese, sobretudo aos mais pobres e mais abandonados.
     Eugênia fez o noviciado em Saint-Denis (1896), e sua profissão religiosa em 1897, dedicando-se completamente ao apostolado e ao ensino do catecismo aos meninos e meninas.
     Irmã Eugênia foi catequista de 1897 até 1901, nas próximas redondezas de Paris, primeiramente em Aubervilliers e depois em Saint-Denis, onde ela se ocupou igualmente das crianças dos bateleiros e dos feirantes que ali eram numerosos.
     Consolidou ali a sua missão pelo estudo aprofundado das verdades da fé, graças a São Tomás de Aquino e aos Padres da Igreja. Assim o desejava a Fundadora para as irmãs designadas para esta missão.
     A irmã Eugênia tinha uma vida de oração intensa, um amor muito especial à Santíssima Eucaristia, à Santíssima Virgem Maria. Estas disposições interiores vão exercer sobre as crianças uma particular influência, porque não tendo método pessoal, ela vive ao mesmo tempo o que ensina.
     Os testemunhos recolhidos para o processo de beatificação são unânimes sobre isso: “Ela atraía imediatamente as crianças graças à sua fé comunicativa, ela sabia interessá-las, tornar por assim dizer vivas as verdades que ela ensinava. Ela pedia à Virgem Maria para ajudá-la, e pedia às crianças que invocassem a Mãe do Céu para que Ela os ajudasse a compreender e a aprender as suas lições”.
     As crianças menos receptivas e mais atrasadas eram entregues à Irmã Eugênia. Ela possuía a arte de compreendê-las e de interessá-las pelos ensinamentos que recebiam; ela inculcava-lhes coragem e conseguia resultados magníficos que surpreendiam os seus Superiores. Eram também para ela as crianças mais turbulentas e as mais indisciplinadas. Ela conseguia acalmá-las, ganhando pouco a pouco a confiança delas pela sua doçura, pelo seu carinho e pelas suas preces a Maria, que ela invocava frequentemente.
     Muitas vezes dizia a estas crianças turbulentas e demasiado indisciplinadas: “Atenção, Deus vê-nos, Deus olha para nós!” Esta pequena mensagem tinha o dom de acalmá-las e de torná-las atentas aos ensinamentos.
     Irmã Eugênia tinha uma devoção particular ao Anjo da Guarda e por isso mesmo invocava os Anjos das Guarda das crianças que tinha a seu encargo, pedindo sua ajuda para o seu apostolado.
     E porque o fogo interior deve ser alimentado, Eugênia não fugia aos sacrifícios, oferecendo-os para o bom sucesso do seu apostolado. Contemporânea de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Beata Isabel da Santíssima Trindade, como elas, Eugênia vivia o espírito da infância a “pequena via” ou “pequeno caminho”, a infância evangélica numa união cada vez mais íntima com a Santíssima Trindade.
     Habitada pelo ardor apostólico, ela conseguia comunicá-lo às crianças que tinha ao seu encargo. Um deles, verdadeiro chefe de bando, reuniu os seus camaradas da rua e, mostrando um crucifixo, bradou: “Quem o pregou na Cruz?” Ninguém respondeu. Continuando, o mesmo jovem disse, cheio de grande convicção: “Fomos nós, foram os nossos pecados”. Com mais força ainda, o mesmo jovem continuou: “Por isso mesmo, todos de joelhos”, e todos obedeceram.
     Mas tudo isto não é conseguido senão pela própria doação total e sincera. A Irmã Eugênia nunca recuava diante de uma dificuldade, qualquer que ela fosse, como nunca recuava diante da fadiga, algumas vezes fadiga até ao esgotamento; era preciso continuar, custe o que custar, a fazer com que Deus seja amado e adorado, nosso único Salvador e Senhor.
     Chamada para a Casa de Saint-Denis, ela não só se dá ali sem medidas na catequização dos jovens, como também continua a dispensar a sua ajuda às irmãs de Aubervilliers. Eugênia ensina quase sem parar durante todas as tardes. À noite a voz falta-lhe, mas nem por isso cessa de rezar em comum ou na sua cela: ela precisa deste alimento salutar, deste maná celeste que alimenta as almas e as torna fortes e enamoradas de Cristo.
     Aos 26 anos, em 1902, adoeceu gravemente; apesar disso, permaneceu em Roma por um ano, de abril de 1903 a maio de 1904. De retorno a Liége, a enfermidade a leva ao leito. Ela, que até ali não se tinha poupado, é agora obrigada a deixar o seu apostolado.
     Depois de muito sofrimento, alguém coloca diante dela uma estampa do Menino Jesus. Diante desta imagem Irmã Eugênia exclama por três vezes o nome de Jesus. O corpo daquela jovem de 28 anos parecia ter doze anos; um belo sorriso iluminou seu rosto. Irmã Eugênia, a “virgem prudente”, entregou a alma a Deus, seu divino Esposo, no dia 2 de julho de 1904, em Liége, Bélgica. “Rezarei por todas no céu!”, havia prometido às suas irmãs de hábito. Seu corpo repousa na capela das Irmãs de São Família do Sagrado Coração em Dinant.
     Foi beatificada em 20 de novembro de 1994.

Santa Berta de Blangy, viúva, abadessa e fundadora

           
        Em Blangy, uma região da Gália (atual França), viveu Berta, abadessa, a qual tendo ingressado, ao mesmo tempo que duas das suas filhas – Gertrudes e Deotila – num mosteiro que ela mesma fundara, ali, passados alguns anos, se encerrou numa cela, vivendo em completa clausura o resto dos seus dias.
         Berta morreu no ano 725. Foram seus pais o conde Rigoberto e Ursana, em parentesco com os reis do condado de Kent, na Inglaterra.
         Aos vinte anos, provavelmente por interesse político, por parte dos pais, casou com o nobre Sigefredo e deste matrimônio nasceram cinco filhas.
       Movida pelo seu amor à religião e sobretudo pelo seu profundo amor a Deus, deu-se conta que ali faltava um mosteiro ou abadia, onde fossem acolhidas as donzelas que partilhavam este mesmo amor e desejassem consagra-se totalmente a Deus. Assim nasceu o mosteiro beneditino de Blangy-en-Artois.
        Berta dele se ocupou generosamente não só até à morte de seu marido, mas mesmo depois.
       O seu exemplo de mulher fervorosa e de boa mãe despertou em sua própria casa vocações que pouco depois viriam a confirmar-se concretamente. De facto, duas das suas filhas, Gertrudes e Deotila, exprimiram o desejo de se consagrarem totalmente a Deus.
      Todavia estas vocações não foram do agrado de todos: Rogério, foi um deles, visto que esta entrada em religião o privava do desejo que manifestara a Berta de casar com sua filha Gertrudes, o que esta recusara energicamente, para respeitar a vocação da filha.
       E as três, deixando o mundo e os seus prazeres efêmeros, lá foram para um dos mosteiros que Berta fundara.
       Mas Rogério não compreendia esta separação e, tinha contra Berta um ódio feroz; foi necessária toda a diplomacia e bons conselhos do rei Thierry, para o acalmar. Para que não houvesse qualquer incidente ou acidente, este rei mandou proteger o convento, temendo que Rogério cometesse algum desaire. Esta proteção só cessou quando as três religiosas vieram para Blangy, cujo mosteiro, depois de um incêndio cuja origem ficou por determinar, fora reconstruído.
       Berta, agora Abadessa do Mosteiro, mandou erguer algumas igrejas, uma das quais dedicada ao evangelizador da Gália, São Martinho de Tours, por quem Berta tinha uma grande devoção.
        Estabeleceu uma observância regular na sua comunidade, antes de deixar o seu cargo e de o transmitir a sua filha Gertrudes.
       Depois, recolheu-se numa pequena cela ao lado do mosteiro – apenas uma pequena janela lhe permitia ver a igreja e o altar desta – e ali passou o resto da sua vida, levando uma vida de oração contínua, na mais completa clausura.