segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Arquidiocese do Rio de Janeiro inicia causas de beatificação


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          A Arquidiocese do Rio de Janeiro caminha para ter seus próprios santos. A vida e as virtudes cristãs dos cinco primeiros candidatos já estão sendo pesquisadas. Eles contemplam segmentos diferentes no contexto social e eclesial: um casal, uma princesa, uma religiosa, um seminarista e uma adolescente.
         Apesar das diferenças de tempo, idade e estado de vida, todos foram chamados à mesma dimensão da vocação comum à santidade.
         Uma das mais conhecidas, já venerada pelo povo, é Zélia Pedreira de Castro Abreu Magalhães, uma esposa, mãe e religiosa que direciona tudo e a todos a Deus. Falecida com fama de santidade, seus restos mortais encontram-se na Igreja Nossa Senhora de Copacabana.
         A pesquisa histórica sobre Zélia e seu esposo, Jerônimo de Castro Abreu Magalhães, está sendo feita por uma comissão arquidiocesana, instalada no dia 23 de dezembro pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta. Realizada no Palácio São Joaquim, na Glória, a posse canônica contou com a presença do postulador italiano Paolo Vilotta, da Congregação para a Causa dos Santos.
         Recordando a afirmação do Papa João Paulo II, em uma de suas visitas ao país, de que o “Brasil precisa de santos, muitos santos”, Dom Orani manifestou sua alegria pela instalação da comissão, agradecendo a todos os envolvidos pelo empenho em assegurar e trabalhar por todas as etapas, do “nihil obstat” de Roma até a conclusão dos processos.
         “O exemplo dos santos fortalece a Igreja e contribui na sua ação evangelizadora, que tem como missão o anúncio de Jesus Cristo. Agradeço a Deus pelas inúmeras pessoas, que aos poucos vamos tomando conhecimento, que morreram em fama de santidade em nossa arquidiocese. São pessoas próximas, que viveram entre nós, e agora são cogitadas a serem reconhecidas pela Igreja. Os candidatos que temos demonstram que a vida de santidade é possível para todos” - afirmou o arcebispo.
         A princípio, a pesquisa seria direcionada somente à Zélia (1857-1919), que depois de consagrar os seus nove filhos a Deus no sacerdócio e na vida religiosa e com a morte de seu esposo, terminou também os seus dias como professa na Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento (Sacramentinas), adotando o nome de irmã Maria do Santíssimo Sacramento.
         “Fizemos opção pelo processo da Zélia e do Jerônimo, já que ambos tinham uma vida santa no tempo em que viveram. A arquidiocese tem interesse em apresentar o casal, que nasceu no Estado do Rio de Janeiro, e que pode ser um referencial de valores para a sociedade hodierna” - disse o vigário episcopal para a Vida Consagrada na arquidiocese, o beneditino Dom Roberto Lopes, responsável por acompanhar as pesquisas e as etapas dos processos dos candidatos.
         Além dos nossos conhecidos santos: Frei Galvão e Madre Paulina, existem no Brasil mais de 70 processos em curso para beatificação ou canonização. O postulador Paolo Vilotta está cuidando de 25 casos, entre os quais os dos Padres Albino, Victor, Donizetti e Manuel Gonzalez, as religiosas Maria Teodora Voiron, Benigna e Dulce da Bahia, as leigas Nhá Chica e Albertina e um bispo, Dom José Antônio do Couto, de Taubaté (SP).
        “Não havia na Igreja do Brasil a exigência por santos nativos, já que eram importados da Europa. A partir do Papa João Paulo II, a Igreja em todo o mundo e, principalmente no Brasil, tem trabalhado com mais afinco para elevar homens e mulheres com fama de santidade até aos altares. Esperamos que nosso trabalho possa ter bons resultados, e assegurar novos santos brasileiros” - disse o postulador.

Em 2011, o Santuário de Aparecida recebeu mais de 10 milhões de peregrinos


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         O Santuário Nacional de Aparecida, que fica na cidade de Aparecida do Norte (SP), recebeu no ano de 2011 um total de 10.885.878 milhões de visitantes até o último sábado, dia 31 de dezembro. Nesse ano, o mês que registrou o maior número de visitantes foi outubro, quando atingiu a marca de 1.235.242 milhão de devotos.
        No dia mais movimentado do ano, 13 de novembro, o Santuário acolheu quase 200 mil devotos. Este foi o fim de semana prolongado em que o Santuário Nacional acolheu jovens de todas as partes do Brasil para a terceira Romaria Nacional da Juventude, ocasião em que recebeu os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
       No período de férias, os peregrinos também movimentaram o maior santuário dedicado a Maria do mundo. Em clima de fraternidade, mais de 1 milhão de pessoas passaram pelo Santuário no mês de julho.
       Para o reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli, O santuário encerrou o ano com muitas bênçãos. “2011 foi um ano abençoado. Vimos a grande participação dos romeiros durante a semana, o que nos compele a repensar nossa estratégia de acolhimento. De qualquer forma, o santuário estará sempre preparado para receber os filhos e filhas da Mãe de Deus”, disse o padre Darci.
       No 1º semestre, o Santuário recebeu mais de 4 milhões de visitantes. Já no 2º semestre foram registrados 6.616.756 milhões de visitas.
       De acordo com relatório anual do departamento de Segurança Patrimonial, os meses de maior movimento deste de ano de 2011 foram: setembro com 1.141.731 visitantes, outubro com 1.235.242, novembro com 1.196.942 e dezembro com 1.140.371.
       Ao todo, o ano de 2011 registrou um movimento de 505.705 devotos a mais que o ano de 2010.

São Guilherme de Dijon, abade e fundador

       St. William of Dijon

         Filho do nobre suevo Roberto de Volpiano e de Perinzia, talvez irmã de Arduíno de Ivrea, rei da Itália de 1002 a 1014, nasceu no Piemonte, segundo alguns em Volpiano, perto de Turim; segundo outras fontes, em Novara ou em Orta San Giulio durante o assédio do imperador Oto da Saxônia, rei da Itália, para derrotar o exército de Berengário II, destituído do trono itálico. O próprio imperador e sua mulher, Adelaide, foram seus padrinhos de batismo.
        Artista e arquiteto trabalhou entre a França e a Itália fundando cerca de quarenta monastérios e igrejas. Ao promover a construção de edificações religiosas, contribuiu também para difundir na França a cultura arquitetônica românica e, em particular, a solução da cobertura em abóboda.
        Depois de muito viajar pela Itália, sobretudo pelas regiões de Campania  e Basilicata, e de passar uma temporada em Veneza, passa um longo período na Burgúndia onde se torna abade da Igreja de Saão Benigno, em Dijon, em 990 e comanda a reconstrução (989-1002) da igreja.
        Na Itália, a sua obra mais importante é a fundação da Abadia Fruttuaria, na comuna de San Benigno Canavese, da qual ainda há remanescentes subterrâneos.
        Foi discípulo de Majolo, aderindo à reforma que terá como centro a Abadia de Cluny. Como reformador, atuou em mais de 80 monastérios, notadamente na Normandia, em Fécamp, Jumièges, Bernay e Troarn.
       Em 1001, parte para o ducado da Normandia, a convite do jovem duque Ricardo, o irascível, para restaurar a abadia de Fécamp, residência e local dos sepultamentos ducais.
       Também reconstruiu a abadia de Saint-Germain-des-Prés e atuou na construção da abadia do Monte Saint-Michel, em 1023, onde projetou a igreja românica, ousando colocar o cruzeiro no topo do monte. Muitas criptas e capelas subterrâneas tiveram que ser construídas, de modo a compensar o peso da construção, formando a base da estrutura elevada hoje existente.
Ilha de San Giulio, local provável do nascimento de Volpiano.
Ficheiro:Cathédrale St Bénigne - Dijon.jpg
Catedral de São Benigno em Dijon
Abadia do Monte Saint-Michel
Abadia de Saint-Germain-des-Prés
 
Abadia de Fécamp
ruínas da Abadia de Jumièges
Abadia de Bernay
Abadia de Troarn

São Gregório Nazianzeno



Gregório nasceu no ano 329, numa família muito devota, na Capadócia, atual Turquia. Seu pai foi eleito bispo da cidade de Nazianzo e teve o cuidado para que seu filho fosse educado nas melhores escolas e academias da Antiguidade. Desde pequeno demonstrava um forte temperamento místico e inclinação para a vida de monge.
Ele passou quase dez anos em Atenas como aluno, onde cultivou uma fiel amizade com São Basílio, cujo culto também é comemorado hoje. Durante este período desenvolveu, de vez, sua capacidade para a poesia, literatura e retórica. Não cedendo à tentação de viver entre a frivolidade de oradores e filósofos, ao contrário, se aprimorou numa profunda vida religiosa, junto com seu fiel amigo.  
Ao regressar a Nazianzo recebeu o Batismo das mãos de seu próprio pai e, mais tarde, a Ordem sacerdotal para poder ajudá-lo na pastoral da sua diocese. Como estava vaga a diocese de Sásimos, na Ásia Menor, o então bispo São Basílio o consagrou à dignidade episcopal desta região. Tornou-se um famosíssimo orador e teólogo sendo muito perseguido pelos arianos. Por isto, preferiu desistir da vida episcopal e se recolher num mosteiro onde se dedicava inteiramente às orações, à meditação, ao estudo do Evangelho.
Em virtude de sua grande erudição teológica e seus claros conhecimentos sobre a discutida cristologia dos primeiros tempos, foi escolhido para ser o bispo de Constantinopla. Neste caso, mesmo sob pressão dos inimigos, Gregório aceitou ser declarado patriarca desta metrópole e nesta posição presidiu o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja naquele local sediado em 381, que triunfou a doutrina da Santíssima Trindade ortodoxa, ou seja, reconheceu a divindade do Espírito Santo.  
Mesmo com seu caráter demasiado sensível, suportou as dificuldades da administração de uma diocese. Mas as perseguições arianas foram tantas que novamente se viu obrigado a abdicar do cargo, voltando para sua solidão de monge, para o trabalho literário, ao exercício de meditação e aos mistérios de Deus.
Gregório morreu no ano 390.
Dentre o seu legado encontramos quase cinqüenta sermões e duzentas e quarenta e quatro cartas, que tratam, em especial, sobre a verdadeira divindade do Espírito Santo e da santidade da Virgem Maria como Mãe de Deus.  
Sua inspiração poética também nos presenteou com cerca de quatrocentos poemas. Seus sermões e escritos deixaram um tesouro de testemunho ortodoxo, em um tempo de muita confusão e luta interna na Igreja Romana.
A Igreja o incluiu no Calendário dos Santos mantendo seu culto no dia 2 de janeiro, como sempre foi venerado.  
São Gregório de Nazianzeno junto com São Basílio Magno, e o irmão mais novo deste, chamado de São Gregório de Nissa, receberam o título de "Os três capadócios".


Tumba com algumas relíquias de São Gregório na Basílica de São Pedro

São Basílio Magno

 

Basílio nasceu em Cesaréia da Turquia, antiga Capadócia, no ano 329. Pertencia a uma família de santos. Seu avô morreu mártir na perseguição romana. Sua avó era Santa Macrina e sua mãe, Santa Amélia. A irmã, cujo nome homenageia a avó, era religiosa e se tornou santa. Também, seus irmãos: São Pedro, bispo de Sebaste e São Gregório de Nissa, e seu melhor amigo São Gregório Nazianzeno, são honrados pela Igreja.
Basílio estudou em Atenas e Constantinopla. Mas, foi sua irmã Macrina que o levou para a vida religiosa. Ela havia fundado um mosteiro onde as religiosas progrediam muito em santidade. Basílio decidiu ir para o Egito aprender com os monges do deserto este modo de viver em solidão. Voltou, se consagrou monge e escreveu suas famosas "Constituições", a primeira Regra de vida espiritual destinada aos religiosos.
         No livro se baseiam os mais famosos fundadores de comunidades ao redigir os Regulamentos de suas Congregações. Basílio foi eleito bispo de Cesaréia, e nesta época o representante do Império tentou fazer com que ele renegasse a Fé, mas ele resistiu permanecendo fiél. Mesmo tendo a saúde muito frágil, Basílio o enfrentou com um discurso tão eloqüente, que este representante desistiu de castigá-lo, percebendo sua admirável santidade e porque já era venerado pelo povo.  
Por sua oratória maravilhosa, seus admiráveis escritos e suas inúmeras obras de assistência, que fez em favor do povo, foi chamado "Basílio Magno". Era amado por cristãos, judeus e pagãos. Além de sua arrebatadora eloqüência, Basílio mantinha uma intensa atividade em favor dos nescecitados. Doava tudo o que ganhava à eles. Foi o primeiro bispo a fundar um hospital para aos carentes e depois criou asilos e orfanatos.
Intelectual e profundo conhecedor de teologia, filosofia e literatura, seus sermões são repletos de citações da Sagrada Escritura. Escreveu seus textos de maneira agradável, clara, profunda e convincente, dentre os quais, cerca de quatrocentas cartas de rara beleza e de proveitosa leitura para a alma.  
Sua conduta era: depois do amor à Deus, ajudar, e fazer os outros ajudarem, os pobres e marginalizados.Trabalhava e escrevia sem cessar, apesar da saúde débil. Sofrendo de hepatite, quase não podia se alimentar, a ponto de seus ossos se tornarem visíveis.
Morreu em 1º de janeiro de 379, com apenas quarenta e nove anos e foi sepultado no dia seguinte, seguido por uma multidão como nunca acontecera naquela região.
 Seu amigo de vida e de fé, São Gregório Nazianzeno, também comemorado nesta data; disse no dia do enterro: "Basílio santo, nasceu entre os santos. Basílio pobre viveu pobre entre os pobres. Basílio, filho de mártires, sofreu como um mártir. Basílio pregou sempre; com seus lábios e com seus exemplos, e seguirá pregando sempre com seus escritos admiráveis".  
A Igreja autorizou o seu culto, que foi mantido conforme a tradição, no dia 2 de janeiro, dia em que foi sepultado.

São Vicente Maria Strambi



 
Vicente Maria Strambi, nasceu no dia 1 de janeiro de 1745, em Citta vechia, na Itália, onde seu pai era dono de uma farmácia. Estudou no seminário desde a infância. Aos quinze anos, venceu a resistência dos pais ingressando no noviciado da Ordem menor dos capuchinhos.
Foi ordenado sacerdote em 1767. Um ano depois o jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito do seu fundador, Paulo da Cruz. Professou a fé e recebeu o hábito dos passionistas em 1769.  
Eminente diretor espiritual, excelente missionário e excepcional catequista, percorreu a Itália central proclamando com fervor e competência os tesouros que encontramos em Cristo, especialmente na Sua Paixão. Assistiu à morte do fundador e, como postulador da causa dos passionistas, escreveu a sua primeira biografia, obra fundamental para o conhecimento de São Paulo da Cruz. Foi Provincial da Apresentação e Consultor Geral.
A 5 de julho de 1801, Vicente Maria, que já era o consultor geral da congregação, foi nomeado bispo de Macerata e Tolentino. Nos movimentos revolucionários do seu tempo, foi intrépido defensor da liberdade da Igreja. Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios. Em conseqüência, foi exilado para Novara e Milão, durante sete anos.  
Em 1814, ano em que o imperador Napoleão foi deposto, ele regressou à sua sede episcopal, onde ficou por mais nove anos. Estando já idoso e enfraquecido, renunciou ao bispado em 1823. O papa Leão XII, acatou sua decisão, porém o chamou como seu conselheiro e diretor espiritual. Assim, sem esquecer as suas ocupações habituais, continuou a pregar missões, como tinha feito antes, em Roma.
No inicio de novembro deste mesmo ano, o papa Leão XII ficou gravemente doente. Ele ofereceu sua vida a Deus para que o Papa não morresse, rezando e fazendo penitência. Aos poucos ele se restabeleceu completamente, alguns meses depois, monsenhor Vicente Maria morreu, era o dia 1 de janeiro de 1824.  
Foi canonizado em 1950.
A comemoração de São Vicente Maria Strambi ocorre no dia de sua morte, recebendo homenagens especiais em Macerata, onde os seus restos mortais estão na igreja de São Felipe, desde 1957


São Fulgêncio de Ruspe, bispo


Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu em Cartago, na atual Tunísia, África, no ano 465. Nasceu em uma nobre família cristã, seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Teve uma formação intelectual excelente, com caráter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios.
Na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no setor público. Fulgêncio foi muito culto e educado, interessava-se tanto pela religião quanto pelas artes e literatura. Freqüentava um mosteiro vizinho, onde orava com os monges e vasculhava sua biblioteca. Os biógrafos afirmam que após ler os comentários de Santo Agostinho sobre o salmo 36, decidiu-se pela vida de austeridade e de solidão.  
A África romana do seu tempo, era reino o dos Vassalos, com a capital em Cartago, o que vale dizer que os arianos dominavam e os católicos eram súditos. A convivência era difícil e o rei Trasamundo havia recomeçado as perseguições. Fulgêncio tentou ir para o Egito ao encontro dos monges do deserto, mas o navio que o transportava teve de ancorar em Siracusa, onde as notícias dos conflitos da igreja egipciana o fizeram desistir. Em 500, foi a vez de Roma decepcioná-lo, na época governada por Teodorico, onde os cristãos também estavam submissos. Voltando para a África.
Foi na sua pátria que Fulgêncio foi ordenado sacerdote. Em 510, o rei que desejava a extinção total da Igreja, proibiu que houvesse sucessor para os bispos falecidos. Mas os cristãos os elegeram em segredo, e um deles foi Fulgêncio, designado para a diocese de Ruspe, na Tunísia. O rei soube e mandou exilar todos, sessenta, na ilha italiana da Sardenha, que pertencia aos seus domínios. Pelo menos lá, os cristãos viviam em paz. 
No mosteiro do exílio, Fulgêncio se tornou professor dos bispos, padres, monges, e conselheiro e pacificador entre a população. Tornou-se, dentro da sua humildade, um líder, uma figura que nem mesmo o rei podia ignorar. De fato, o rei mandou que viesse para a capital, onde o deixou livre para o ministério sacerdotal, pedindo que o ajudasse no esclarecimento das questões da fé, ou seja, respeitava muito Fulgêncio. Tanto que o mandou de volta para a Sardenha, para acalmar os súditos arianos radicais.
Durante os anos em que ali permaneceu, escreveu muito. Além de tratados religiosos, manteve uma vasta correspondência com seus discípulos e superiores, bem como com as maiores autoridades da Igreja de então, Só quando o rei morreu, Fulgêncio pode retornar para sua pátria e sua sede episcopal em Ruspe. Foi recebido em triunfo, reorganizou a diocese, restabeleceu a ordem e a disciplina.
Morreu no dia primeiro de janeiro de 533, aos sessenta e oito anos, pregando a caridade como "o caminho que conduz ao céu".  
O Concílo Vaticano II, no decreto sobre a atividade missionária da Igreja, faz menção ao pensamento de São Fulgêncio expresso em uma carta ao rei Trasamundo. Este Santo, comemorado anteriormente no dia 12 de janeiro, continua ensinado através dos séculos.
A Igreja determinou a festa de São Fulgêncio para o dia de sua morte.